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Segundo Daerp, cada ribeirão-pretano gasta quase 400 litros de água por dia; valor é o triplo do recomendado pela OMS
Pitacos da Ro
Segundo Daerp, cada ribeirão-pretano gasta quase 400 litros de água por dia; valor é o triplo do recomendado pela OMS

Segundo Daerp, cada ribeirão-pretano gasta quase 400 litros de água por dia; valor é o triplo do recomendado pela OMS

Ribeirão Preto enfrenta crise hídrica com desperdício de água alarmante

Consumo excessivo: um problema individual e coletivo

A cidade de Ribeirão Preto enfrenta um problema grave de desperdício de água. Dados recentes da Daerp apontam que cada cidadão consome, em média, 366 litros de água por dia, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas 110 litros. Isso representa um consumo três vezes maior do que o ideal, indicando hábitos que precisam ser urgentemente modificados. Atitudes como deixar a mangueira aberta, tomar banhos prolongados e escovar os dentes com a torneira ligada contribuem significativamente para esse cenário preocupante.

O desperdício vai além do consumo doméstico

A problemática do desperdício, no entanto, não se limita ao consumo doméstico. A própria Daerp enfrenta críticas quanto ao seu sistema de distribuição de água, com vazamentos frequentes e infraestrutura precária. Imagens de água limpa sendo desperdiçada em ruas e calçadas são comuns, gerando indignação, especialmente em períodos de estiagem. Especialistas, como Carlos Eduardo Alencastre, defendem a necessidade de mudanças significativas no sistema de abastecimento e distribuição de água da cidade, alertando que ações pontuais não resolverão o problema de forma eficaz.

Ações conjuntas são necessárias para a solução

A solução para a crise hídrica em Ribeirão Preto demanda ações conjuntas e bem planejadas. Enquanto a população precisa adotar medidas de economia de água em seu dia a dia, a Daerp tem a responsabilidade de investir em melhorias na infraestrutura e reduzir as perdas no sistema de distribuição. Somente com a combinação de conscientização individual e investimentos em infraestrutura será possível garantir o abastecimento de água para a cidade de forma sustentável e eficiente. A aplicação de multas para o consumo excessivo, embora anunciada, precisa ser acompanhada de ações efetivas e transparentes para garantir sua eficácia.

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