Se estivesse vivo, Abelardo Barbosa, o ‘Chacrinha’, completaria 100 anos no próximo dia 30
O centenário de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, tem sido amplamente celebrado. Programas especiais na Globo e reportagens em diversos veículos destacam a importância do comunicador para a história da televisão brasileira. No entanto, algumas reflexões sobre sua trajetória merecem ser consideradas.
O Canhão e a Rolinha: Um Talento Desperdiçado?
Apesar de seu talento indiscutível como comunicador, a força de Chacrinha parece ter sido utilizada de forma pouco eficaz. Ele possuía todas as ferramentas para criar um programa de alta qualidade, com música boa e conteúdo cultural relevante. Entretanto, sua trajetória foi marcada por elementos que, para muitos, demonstram um desperdício de potencial.
Críticas ao Estilo de Chacrinha
A apresentação de músicas de baixa qualidade, o ato de jogar bacalhau no público de forma agressiva e a célebre pergunta “Vocês querem bacalhau?” são apontados como exemplos de um estilo que, embora popular, carecia de refinamento. A entrega do bacalhau, por exemplo, poderia ser feita de forma mais respeitosa, sem a necessidade de arremesso.
Um Legado Contraditório
Apesar de seu estilo polêmico, Chacrinha deixou um legado inegável na televisão brasileira. Sua figura carismática e irreverente influenciou gerações de comunicadores. No entanto, a ausência de um compromisso maior com a divulgação da boa música e da cultura popular brasileira permanece como um ponto a ser considerado em sua trajetória. As homenagens são merecidas, mas a reflexão sobre seu legado contribui para um entendimento mais completo de sua influência.



