Jornalista lamenta morte do cineasta Franco Zeffirelli
Morreu aos 96 anos o cineasta italiano Franco Zeffirelli, deixando um legado marcado pela beleza e delicadeza em tempos de violência nas telas. Em um mundo dominado por filmes que glorificam a violência, a obra de Zeffirelli se destaca pelo amor como tema central.
O inesquecível Romeu e Julieta
Seu trabalho mais conhecido é, sem dúvida, a adaptação de 1968 para Romeu e Julieta, de Shakespeare. Com Leonardo Di Caprio e Olivia Hussey nos papéis principais, a produção foi indicada ao Oscar de Melhor Filme, Direção, Fotografia e Figurino, vencendo nas duas últimas categorias. Muitos consideram esta versão a mais bela e marcante já feita da obra shakespeariana, e muitos lamentam que Zeffirelli não tenha recebido o Oscar de Melhor Diretor.
Outras obras-primas de delicadeza
Além de Romeu e Julieta, outro filme digno de nota é Irmão Sol, Irmão Lua (1972), que narra a história de Francisco de Assis, focando em seus amigos, amantes platônicos e o início da obra franciscana. Este filme também é considerado uma obra-prima de delicadeza e merece ser visto.
Zeffirelli e a política: Chacal
Já em seus últimos anos, Zeffirelli dirigiu Chacal (1999), um filme de temática política que denuncia os horrores da Segunda Guerra Mundial, o autoritarismo e a arrogância da aristocracia italiana. A obra retrata a perda de valores e o abismo histórico e político criado, um tema que permanece relevante nos dias de hoje.
A morte de Franco Zeffirelli representa uma perda significativa para o cinema. Seu trabalho, marcado pela beleza e pela sensibilidade, permanecerá como um legado duradouro e inspirador para gerações futuras. Sua contribuição para a arte cinematográfica será lembrada por muito tempo.



