Colunista comenta a decisão do TJ-SP que condena a Igreja Universal por esterilizar alguns de seus pastores
Segunda-feira, 10 de junho: O dia amanheceu um pouco mais quente em comparação aos dias anteriores, e a previsão indica tendência de aumento da temperatura. Mas o que realmente chama atenção é uma notícia veiculada pela Folha de São Paulo neste domingo.
Justiça condena a Igreja Universal
O Tribunal Regional de São Paulo (TJ-SP) condenou a Igreja Universal pelo procedimento de vasectomia realizado em alguns de seus pastores. Segundo a Folha, esses pastores afirmam ter sido pressionados pela instituição a não terem filhos. A Igreja Universal nega as acusações, alegando que apenas estimula o planejamento familiar e que este caso seria uma exceção, considerando processos anteriores em que foi absolvida.
Manipulação e Liberdade
A questão central é o poder que uma instituição religiosa pode exercer sobre a vida pessoal e as decisões familiares de seus membros. A liberdade de cada indivíduo em decidir sobre o número de filhos e o planejamento familiar é inquestionável. A prática relatada pela Folha, caso confirmada, configura uma grave violação da autonomia individual e do direito de cada um planejar sua vida reprodutiva.
Leia também
Reflexões sobre o Poder Institucional
O caso levanta sérias preocupações sobre a influência que instituições podem ter sobre seus membros, especialmente quando essa influência impacta decisões tão pessoais e importantes. A busca pela sobrevivência pode levar indivíduos a tomar decisões que violam seu livre-arbítrio, um direito fundamental que, ironicamente, está presente nos textos sagrados de muitas religiões. É preciso refletir sobre como se proteger de manipulações desse tipo e garantir a liberdade de expressão, ação e planejamento familiar para todos.



