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Ouça a coluna ‘Sala de Música’ com Marcos Frateschi

Quadro lembra os sucessos e a trajetória de Milton Nascimento
Sala de Música
Quadro lembra os sucessos e a trajetória de Milton Nascimento

Quadro lembra os sucessos e a trajetória de Milton Nascimento

Nesta edição da Sala de Música, prestamos uma homenagem mais que especial a Milton Nascimento, que completou 75 anos em 26 de novembro. Bituca, como é carinhosamente chamado, é um dos nomes mais expressivos da música brasileira e internacional, com uma trajetória rica em composições inesquecíveis.

De Travessia a Canção da América: Uma Jornada Musical

A carreira de Milton Nascimento ganhou impulso em 1967, com o segundo lugar no Festival Internacional da Canção, com a música “Travessia”, em parceria com Fernando Brant. Um ano antes, Elis Regina já havia gravado “Canção do Sal”, dando visibilidade às suas primeiras composições. Sucessos como “Cravo e Canela” se seguiram, consolidando seu talento.

Infância, Formação e o Clube da Esquina

Nascido na Tijuca, Rio de Janeiro, Milton foi adotado por uma professora de música e um dono de rádio, mudando-se posteriormente para Três Pontas, Minas Gerais. A influência musical desde cedo, somada ao seu talento nato, o levou a compor e a se apresentar desde a adolescência. Em Belo Horizonte, em 1963, conheceu os irmãos Borges, Márcio e Lô Borges, e outros músicos, dando origem ao Clube da Esquina, um movimento que revolucionou a MPB com influências do jazz e dos Beatles. Músicas como “Nada Será Como Antes”, “Maria Maria” (em homenagem à sua mãe biológica) e “Caçador de Mim” marcaram essa fase.

Sucesso, Reconhecimento e Perseverança

Com mais de 34 álbuns lançados e cinco prêmios Grammy, Milton Nascimento construiu uma carreira sólida e admirada internacionalmente. Sua trajetória inclui momentos desafiadores, como a anorexia nervosa que enfrentou no final dos anos 90, mas sua força e paixão pela música sempre o impulsionaram. “Coração de Estudante”, hino das Diretas Já, e “Encontros e Despedidas” são apenas alguns exemplos de sua vasta obra. Sua contribuição para a MPB é inegável, deixando um legado musical riquíssimo. Em 2022, foi homenageado pela escola de samba Tom Maior no Carnaval de São Paulo, celebrando seus 50 anos de carreira. Sua música, atemporal e profundamente brasileira, continua a emocionar e inspirar gerações.

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