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Polícia Civil deteve cinco suspeitos de negociar liberdade de criminosos nesta quinta, em Ribeirão Preto
escutas telefônicas
Polícia Civil deteve cinco suspeitos de negociar liberdade de criminosos nesta quinta, em Ribeirão Preto

Polícia Civil deteve cinco suspeitos de negociar liberdade de criminosos nesta quinta, em Ribeirão Preto

A Operação Coyote, deflagrada nesta quinta-feira (1), resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de extorsão em Ribeirão Preto. A investigação, iniciada em outubro de 2022 a partir de denúncia ao Ministério Público, culminou em mandados de busca e apreensão em dez imóveis, incluindo três escritórios de advocacia.

Prisões e Suspeitos

Entre os presos estão a advogada Ana Paula Vargas, ex-coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB, e o advogado Marco Antônio Zacarias. Também foram detidos dois falsários, Daniel da Silva e Luciana Andréia do Nascimento, e um funcionário do Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Poleto, que trabalhava na 4ª Vara Criminal do Fórum de Ribeirão Preto. O Ministério Público afirma que o grupo forjava imputações criminais e solicitava propinas às vítimas, oferecendo vantagens como habeas corpus ou ocultação de provas em troca de pagamentos que variavam de R$ 2 mil a R$ 9 milhões.

Detalhes da Investigação

As investigações incluem gravações telefônicas autorizadas pela Justiça. Em uma delas, Luciana do Nascimento discute provas contra Marco Antônio dos Santos, réu na Operação Cervandija. Outra conversa revela que Luciana teria acesso a provas encontradas pelo Gaeco no apartamento de Marcelo Plastino, falecido em novembro de 2022. Em janeiro de 2023, Luciana se passou por funcionária do Tribunal de Justiça para extorquir dinheiro da família de Maria Zueli Alves Librandi, também envolvida na Operação Cervandija. O Ministério Público pretende ouvir 20 testemunhas além dos cinco presos.

Desdobramentos e Defesas

Os três homens foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória, enquanto as mulheres foram levadas para a cadeia de Mojiguaçu. A investigação apontou que nenhum outro membro do Fórum de Ribeirão Preto participou do esquema, exceto Paulo Poleto. A defesa de Ana Paula Vargas negou qualquer envolvimento em crimes, enquanto a defesa de Daniel da Silva optou por não se pronunciar. Luciana Andréia do Nascimento negou participação na extorsão. A OAB deverá analisar a conduta dos advogados envolvidos. A investigação continua em andamento.

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