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Programa deste sábado (12) recebe o ex-goleiro e treinador do Linense, Júlio Sérgio
Papo Esportivo CBN
Programa deste sábado (12) recebe o ex-goleiro e treinador do Linense, Júlio Sérgio

Programa deste sábado (12) recebe o ex-goleiro e treinador do Linense, Júlio Sérgio

O programa Papo Esportivo, da CBN, recebeu o técnico Júlio Sérgio, ex-goleiro com passagens por clubes como Santos, Roma e Comercial, para uma entrevista sobre sua carreira e a atual situação do futebol brasileiro.

Experiência como treinador

Júlio Sérgio iniciou a conversa falando sobre sua experiência como treinador, recentemente no clube Atlético Votoporanguense. Apesar da derrota no último jogo e consequente rebaixamento, ele destacou o aprendizado constante e a busca por uma oportunidade em um time maior. Sua filosofia de trabalho, influenciada pela experiência na Europa, busca uma evolução diária e a superação de limites.

A nova geração de treinadores

A entrevista abordou a ascensão de jovens treinadores no Brasil, como Fábio Carille e Ricardo Catalá. Júlio Sérgio destacou que a competência e a qualidade são mais importantes que a idade. Ele acredita que a bagagem e a experiência, como a sua no futebol europeu, são fatores determinantes para o sucesso, independentemente da idade. A conversa também tocou na evolução tática do futebol, comparando o esporte atual com o de 15 anos atrás, e a necessidade de adaptação dos treinadores para se manterem competitivos.

A cultura da imediatista no futebol brasileiro

Um ponto crucial da entrevista foi a crítica à cultura imediatista no futebol brasileiro, onde três derrotas podem resultar na demissão de um treinador. Júlio Sérgio usou o exemplo de Orival Júnior, técnico do Athlético Paranaense, que foi demitido após uma sequência ruim, mesmo tendo conquistado o Campeonato Paranaense pouco tempo antes. Ele comparou essa situação com o mundo corporativo, onde se permite um tempo maior para adaptação e desenvolvimento do profissional. A entrevista também destacou a falta de paciência para implementar novas estratégias e táticas, resultando em um futebol taticamente mais pobre em comparação com o futebol europeu de alto nível. A discussão incluiu a necessidade de repensar essa cultura, permitindo uma avaliação mais justa dos treinadores, baseada em um período mais longo de trabalho e não apenas em resultados imediatos.

A entrevista finalizou com uma discussão sobre a resistência de alguns treinadores brasileiros à presença de estrangeiros no futebol nacional, e a necessidade de uma postura mais aberta e receptiva à troca de experiências e metodologias. A importância de aprender com treinadores estrangeiros bem-sucedidos, como Jorge Jesus, foi enfatizada, reconhecendo os aspectos positivos de seus trabalhos e a necessidade de superar preconceitos e promover o crescimento do futebol brasileiro como um todo.

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