Cirurgia para retirar excesso de pele no SUS pode durar mais de 5 anos
A cirurgia bariátrica, embora eficaz na perda de peso, frequentemente resulta em excesso de pele, causando desconforto físico e emocional. A flacidez compromete a autoestima e pode dificultar a manutenção do peso saudável, uma vez que limita a prática de exercícios físicos.
A importância da cirurgia plástica reparadora
A cirurgia plástica pós-bariátrica é fundamental para corrigir o excesso de pele e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Segundo a Dra. Marina Junqueira-Rosique, especialista em cirurgia plástica pós-bariátrica do Hospital das Clínicas, a cirurgia não apenas melhora a estética, mas também contribui para a prática de atividades físicas e a manutenção do peso ideal. A psicóloga Maria Luisa Dantas destaca a influência positiva na autoestima e no bem-estar geral.
Aspectos legais e a realidade do SUS
No Brasil, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) garante o direito à cobertura da cirurgia plástica reparadora pelos planos de saúde, reconhecendo seu caráter funcional, não apenas estético. Entretanto, no Sistema Único de Saúde (SUS), a espera pode ser longa. Ana Rubia Lapola, paciente bariátrica há 10 anos, relata a dificuldade em acessar o procedimento, mesmo após significativa perda de peso. A alta demanda e a falta de investimentos no SUS têm levado ao fechamento de vagas para novas cirurgias plásticas reparadoras em alguns hospitais, como no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, desde 2017, resultando em filas de espera de pelo menos cinco anos.
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Esperança e desafios
Apesar das dificuldades de acesso, pacientes como Ana Rubia Lapola mantêm a esperança de realizar a cirurgia e melhorar sua qualidade de vida. A Dra. Marina Junqueira-Rosique explica que os procedimentos são feitos em etapas, com intervalo de quatro meses entre cada uma para garantir a recuperação adequada. A demora no SUS, no entanto, representa um grande desafio para muitos pacientes que necessitam desse tipo de cirurgia.



