Rodrigo Prioli traz os destaques do mundo político para o ouvinte CBN Ribeirão
O ano de 2014 foi marcado por debates acalorados sobre o transporte público em Ribeirão Preto. Desde discussões sobre o aumento das tarifas até questões envolvendo a qualidade dos serviços prestados, a população acompanhou de perto as decisões que impactariam diretamente o seu dia a dia.
Reajuste Tarifário e o Ministério Público
No centro da polêmica, a possível alta na passagem de ônibus gerou forte reação dos movimentos sociais. O Ministério Público, atento às demandas da população, abriu um inquérito para apurar a legalidade do aumento. O promotor Carlos César Barbosa, após analisar o caso, manifestou-se contrário ao reajuste, argumentando que o serviço não atendia às expectativas dos usuários.
Meses depois, a prefeita Darci Vera anunciou um reajuste de 7,14%, elevando a tarifa de R$2,80 para R$3,00. A medida coincidiu com a implantação do cartão de transporte, visando a modernização do sistema. O anúncio foi feito após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a prefeitura, a Transherp e o consórcio Pró-Urbano, com a participação do Ministério Público.
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Gratuidade para Deficientes e o Orçamento Municipal
A gratuidade para pessoas com deficiência também foi tema de debate. O consórcio Pró-Urbano propôs restringir o benefício apenas aos portadores de deficiência com renda inferior a um salário mínimo, mas a Câmara Municipal rejeitou a proposta por unanimidade. O promotor Carlos César Barbosa, surpreendido com a decisão, reuniu-se com os vereadores para esclarecer a proposta, resultando na definição de um cadastramento em 2015 para posterior discussão do tema.
No final de outubro, a Câmara Municipal autorizou o remanejamento de recursos para o pagamento de servidores, evidenciando o endividamento da prefeitura. A oposição criticou a medida, temendo o comprometimento de obras e serviços essenciais. Aprovado com o valor de R$2,5 bilhões, o orçamento de 2015 também gerou controvérsia, com a oposição questionando a aplicação dos recursos.
Crise nos Serviços Públicos e Dívida da Prefeitura
A crise financeira atingiu diversos setores da administração pública. A Justiça afastou a direção do Hospital Santa Lídia, determinando a auditoria de suas contas. A coleta de lixo foi paralisada pela empresa Aestre, alegando atraso nos pagamentos, causando transtornos à população. A Codep e outras empresas terceirizadas também suspenderam seus serviços devido à falta de pagamento.
O ano de 2014 encerrou com uma dívida de R$64 milhões da prefeitura com empresas terceirizadas e prestadoras de serviços. O secretário da Fazenda, Sérgio Nalini, foi convocado para prestar esclarecimentos na Câmara Municipal em fevereiro de 2015.
Em meio a debates e desafios, Ribeirão Preto buscou soluções para os problemas que afetavam a vida de seus cidadãos, com a expectativa de um futuro mais promissor.



