Outubro Rosa 2025 e a importância do combate ao câncer de mama
Outubro chegou, e com ele a campanha de conscientização sobre o câncer de mama, simbolizada pela cor rosa. Essa doença é a mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, com milhares de novos casos diagnosticados anualmente.
Em 2025, importantes avanços foram alcançados no diagnóstico precoce, tratamento e aumento da sobrevida das pacientes. No entanto, ainda existem desafios a serem superados, desde o acesso aos serviços de saúde até a conscientização sobre a prevenção e o autocuidado. Para discutir a doença, as novas perspectivas e o que ainda precisa melhorar, conversamos com o Dr. Diossésio Andrade, oncologista especialista no tratamento de câncer de mama.
A Evolução do Tratamento ao Longo dos Anos
O Outubro Rosa, que surgiu em 2002, completa 23 anos, e o tratamento do câncer de mama evoluiu significativamente nesse período. Dr. Diossésio relata que, durante sua residência médica entre 2008 e 2010, muitas das opções de tratamento disponíveis atualmente não existiam. Esse progresso demonstra o grande avanço na área.
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Por que o Câncer de Mama é Tão Frequente?
O câncer de mama é o tipo de câncer mais prevalente em mulheres em todo o mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 75 mil novos casos sejam diagnosticados por ano. A mama, por ser um órgão com alta atividade celular e hormonal, torna-se mais suscetível ao desenvolvimento desse tipo de câncer. Além da evolução no tratamento, também houve melhorias no diagnóstico, com medidas de rastreamento mais eficazes.
A Importância do Autoexame e do Rastreamento
Embora o acesso à informação seja cada vez maior, muitas mulheres ainda resistem em realizar o autoexame. Durante muito tempo, o autoexame foi incentivado, mas, recentemente, voltou a ser uma recomendação formal, pois permite que a mulher se autoconheça e identifique alterações na mama entre as consultas médicas. O autoexame deve ser realizado mensalmente, após o período menstrual, quando a mama está menos inchada e sensível.
O pico de incidência do câncer de mama ocorre a partir dos 50 anos, mas casos em mulheres mais jovens têm se tornado mais frequentes. Uma grande conquista recente foi a extensão da mamografia no serviço público para mulheres de 40 a 49 anos. Antes, a mamografia era indicada apenas para mulheres de 50 a 69 anos. Essa mudança é fundamental, pois cerca de 20% dos casos de câncer de mama ocorrem entre os 40 e 50 anos.
A mamografia é o principal exame de rastreamento. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares, como ultrassom ou ressonância magnética das mamas. No serviço privado, a mamografia é recomendada anualmente a partir dos 40 anos, sem limite de idade. No SUS, o exame é oferecido sob demanda para mulheres de 40 a 49 anos e a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos.
Embora raro, homens também podem desenvolver câncer de mama. Nesses casos, é fundamental investigar o histórico genético familiar, pois a doença não é comum no sexo masculino.
Agradecemos ao Dr. Diossésio Andrade por compartilhar seu conhecimento sobre o tratamento e a prevenção do câncer de mama, uma doença que afeta tantas mulheres.



