Outubro Verde reforça importância da prevenção e do tratamento da sífilis congênita
A sífilis congênita, uma condição grave que pode ser prevenida, tem sido um tema de crescente preocupação em todo o mundo. Neste artigo, exploraremos o que é a sífilis congênita, como ela é transmitida, seus impactos e, crucialmente, como podemos prevenir e tratar essa condição.
O que é Sífilis Congênita?
A sífilis congênita é uma infecção transmitida de mãe para filho durante a gravidez ou o parto. Causada pela bactéria Treponema pallidum, ela se destaca como a segunda causa mais comum de morte neonatal evitável. A transmissão ocorre principalmente (80% dos casos) durante a gestação, quando a bactéria atravessa a placenta, e em menor proporção (20%) durante o parto.
Impactos e Diagnóstico
Uma das maiores dificuldades no combate à sífilis congênita é que, entre 60% e 90% dos bebês infectados, não apresentam sintomas ao nascer. No entanto, se não forem tratados, esses bebês podem desenvolver sérias complicações, incluindo déficit intelectual. O diagnóstico precoce é, portanto, fundamental. No Brasil, as maternidades realizam exames de triagem para sífilis nas mães, e caso o resultado seja positivo, o bebê também é testado. Se ambos forem positivos, inicia-se o tratamento.
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Prevenção e Tratamento
A prevenção é a melhor abordagem. Recomenda-se que as gestantes realizem testes de sífilis a cada trimestre da gravidez. O tratamento da mãe durante a gestação é crucial para evitar a infecção do bebê. O tratamento da sífilis congênita é feito com antibióticos e, quando administrado precocemente, pode evitar sequelas graves como surdez, problemas ósseos, hepáticos e atraso intelectual. É inadmissível que, no século XXI, uma criança não receba tratamento para sífilis congênita.
A conscientização e o acesso ao pré-natal são ferramentas essenciais para combater a sífilis congênita. A detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para proteger a saúde das futuras gerações.