Juiz Luiz Augusto Freire Teotônio, da 1ª Vara do Júri de RP, negou prisão preventiva dos PMs supostamente envolvidos na morte
A pressão aumenta sobre os policiais envolvidos na agressão a Luana Barbosa dos Reis, a mulher de 34 anos que faleceu após uma abordagem policial em Ribeirão Preto. O caso, ocorrido em abril, ganhou repercussão e levanta questionamentos sobre a atuação policial e a responsabilização dos agentes.
Acompanhamento do Condep e Pedido de Prisão
O Conselho Estadual dos Direitos Humanos (Condep) tem acompanhado de perto a investigação. Rio do Marques de Oliveira, presidente do Condep, enfatizou a necessidade de que os policiais envolvidos sejam presos, ao menos temporariamente. O conselho considera o caso Luana emblemático e grave, o que justifica a presença e a insistência na busca por justiça.
Obstáculos na Justiça e Críticas à Decisão
Apesar dos esforços, o juiz Luiz Augusto Freire Teutônio, da primeira vara do Júri de Ribeirão Preto, negou o pedido de prisão temporária dos policiais suspeitos. Essa decisão gerou críticas, inclusive do ouvidor geral das polícias do Estado de São Paulo, Júlio César Neves, que questionou a falta de engajamento da justiça comum no caso.
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Divergências sobre a Natureza do Crime
Outro ponto de divergência é a classificação do crime. O juiz Luiz Augusto Freire Teutônio defende que o caso Luana deve ser tratado como lesão corporal seguida de morte, e não como homicídio, alegando que o julgamento dos policiais cabe à justiça militar, e não à comum. A Rádio CBN tentou contato com o juiz, mas ele preferiu não se manifestar.
O caso segue em investigação, com diferentes interpretações e desafios para que se chegue a uma resolução.



