Aposentado foi solto após adolescente assumir o homicídio; Corregedoria quer apurar se houve erro na investigação
A morte de dona Francesca Andressousa, de 76 anos, em Brodoski, gerou comoção e polêmica. Seu marido, Pedro Florentino de Souza, preso em flagrante no dia 17 de outubro, foi liberado após a confissão de um adolescente de 16 anos.
Prisão Precipitada?
Para o ouvidor Júlio César Fernandes Neves, a decisão do delegado José Augusto Franzini foi precipitada. Um ofício enviado à terceira corregedoria auxiliar da Polícia Civil em Ribeirão Preto questiona a prisão de Souza, alegando que um trabalho pericial mais apurado poderia ter evitado a situação. O ouvidor sugere que a pressa em solucionar o caso para a sociedade levou a uma conclusão apressada.
A Confissão e as Evidências
A mãe do adolescente de 16 anos procurou a polícia após o filho confessar o crime, alegando ter assassinado a idosa para roubá-la. O delegado Franzini defende sua ação, afirmando ter se baseado em indícios encontrados na cena do crime. Apesar da confissão do menor, tanto ele quanto Souza permanecem como suspeitos. A investigação aguarda o laudo pericial de um chinelo e uma camiseta apreendidos, que podem conter vestígios importantes, como sangue ou marcas que confirmem a presença do adolescente na cena do crime.
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Desfecho e Reflexões
A libertação de Souza levanta questionamentos sobre a importância de uma investigação minuciosa antes de prisões em flagrante. A espera pelo laudo pericial definirá o rumo das investigações e a responsabilidade pelo crime. O caso destaca a necessidade de cautela e a importância de se evitar conclusões precipitadas, mesmo sob pressão da opinião pública.



