Apenas três policiais militares faziam a segurança do comboio, número considerado insuficiente pelo órgão
A Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo solicitou investigações a diversos órgãos estaduais sobre a atuação policial no caso do assalto a um carro forte e da subsequente fuga de 37 presos na Rodovia Abrão Acedi, entre Cajuru e Mococa, ocorrido em 7 de atrássto.
Questionamentos sobre a Escolta
Um dos principais pontos levantados pela ouvidoria é a razão pela qual apenas uma viatura policial acompanhava o comboio com 41 detentos. Além disso, questiona-se a decisão dos policiais de abandonar a escolta dos presos para confrontar os assaltantes do carro forte. Júlio César Fernandes Neves, representante da ouvidoria, argumenta que, embora combater o crime seja uma obrigação, a prioridade dos policiais deveria ser a segurança dos presos.
Solicitações de Informação e Investigação
A ouvidoria solicitou informações às corregedorias das Polícias Civil e Militar, ao Denter 3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) e à Secretaria de Administração Penitenciária. Neves também pediu ao Ministério Público que acompanhe as investigações, visando esclarecer quem determinou o número de policiais para a transferência dos presos. O ouvidor acredita que as investigações devem apurar a forma como os policiais agiram, defendendo que a segurança do comboio deveria ter sido priorizada, mesmo diante do confronto com os criminosos.
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Divergências e Contrapontos
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a escolta tinha número adequado de policiais experientes. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), no entanto, não comentou a opinião da ouvidoria sobre a priorização dos presos. Já a Comissão de Direitos Humanos da OAB considera que os policiais agiram corretamente, argumentando que qualquer policial teria agido da mesma forma ao se deparar com um crime em andamento.
O Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado (Sindasp) também aponta a insuficiência de viaturas e policiais na escolta. O presidente da entidade, Daniel Grandolfo, defende que ao menos mais uma viatura deveria ter sido utilizada, considerando os riscos envolvidos no transporte dos presos. Até o momento, dos 37 detentos que fugiram, 30 foram recapturados e 7 permanecem foragidos.
O caso levanta importantes discussões sobre protocolos de segurança e prioridades em situações de risco, com diferentes órgãos apresentando perspectivas distintas sobre a atuação policial.



