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Ouvinte reclama de desperdício de água em Ribeirão Preto

Colunista da CBN Carlos Alencastre falou sobre o tema
desperdício de água
Colunista da CBN Carlos Alencastre falou sobre o tema

Colunista da CBN Carlos Alencastre falou sobre o tema

Um ouvinte da área de programação, identificado como Antônio Vila, chamou a atenção para a situação do Aquífero Guarani, o consumo de água e os recorrentes vazamentos na cidade. Segundo ele, desde junho de 2010, foram enviados mais de 1.500 e-mails ao serviço de atendimento ao munícipe, reportando locais com vazamento.

Problemas nos Reparos da Daerp

Vila questiona a qualidade dos reparos realizados pela Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). Ele aponta que mais de 95% dos vazamentos são reincidentes, ou seja, o mesmo local é consertado e volta a apresentar vazamento em um período de 12 a 24 meses. Essa recorrência o leva a crer que os consertos são mal executados, possivelmente por falta de treinamento dos funcionários, uso de peças fora de especificação (peças para baixa pressão em áreas de alta pressão) ou utilização de materiais de baixa qualidade, priorizando o menor preço em vez da durabilidade.

Denúncias e a Posição da Prefeitura

O ouvinte apresentou diversos e-mails enviados ao serviço de atendimento, relatando vazamentos em ruas como Sergipe, 11 de Agosto e Jombim, sempre com a ressalva de que já havia ocorrido vazamento no local anteriormente. Em resposta, a assessoria de comunicação da prefeitura informou que convocará órgãos ambientais e entidades estaduais para discutir a situação do Aquífero Guarani nos próximos dias. A prefeitura também lembrou que a fiscalização dos poços artesianos clandestinos em Ribeirão Preto é de responsabilidade do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), o que, segundo a administração municipal, tem contribuído para o rebaixamento do nível do aquífero.

Contraponto do DAEE

Carlos Alencastre, diretor do DAEE, contatado pela rádio CBN, contesta a justificativa da prefeitura, afirmando que os poços clandestinos não são os principais responsáveis pelo rebaixamento do nível do Aquífero Guarani. Ele argumenta que a fiscalização aumentou significativamente, e os poços irregulares são lacrados ou regularizados. Além disso, desde 2006, uma deliberação do comitê da Bacia do Pardo restringiu a perfuração de novos poços na área urbana. Alencastre aponta que o maior consumo de água do aquífero e, consequentemente, o principal responsável pelo rebaixamento, é proveniente dos poços da própria Daerp, especialmente na região central da cidade, onde não há poços clandestinos.

A questão dos vazamentos e consertos mal feitos pela Daerp ainda será analisada pelo departamento, que deverá encaminhar uma resposta em breve. A situação continua sendo acompanhada, buscando uma solução para os problemas apontados.

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