Caso foi solucionado após 18 anos, em julgamento que teve cinco testemunhas e durou cerca de 12 horas
Após um longo julgamento que se estendeu por quase doze horas, Pablo Rossell Rocha foi considerado culpado pela morte de Selma Eloisa Artigas da Silva, conhecida como Nicolle. O crime, ocorrido em setembro de 1998 em Ribeirão Preto, chocou a comunidade local e agora, quase duas décadas depois, a justiça foi feita.
A Condenação e o Crime
Os sete jurados decidiram pela condenação de Rocha por homicídio triplamente qualificado. A acusação principal era de que ele arrastou Nicolle por cerca de dois quilômetros, presa ao cinto de segurança de sua caminhonete, até a morte. O juiz Giovanni Serra Azul Guimarães proferiu a sentença de 24 anos de prisão. Rocha foi imediatamente detido e encaminhado para o sistema prisional.
Reações à Sentença
O promotor José Vicente expressou satisfação com o veredicto, considerando a pena justa e dentro dos parâmetros esperados pela promotoria. A defesa argumentou que Nicolle tentou sair do veículo após uma discussão e acabou presa ao cinto de segurança, sendo arrastada pelas avenidas Celso Charuri e Maurílio Biagi, até que Rocha parasse na Avenida Caramuru. A vítima tinha 21 anos e, conforme laudo do IML, estava grávida.
O Impacto na Família da Vítima
A família de Nicolle, embora aliviada com a condenação, preferiu não se manifestar diretamente à imprensa. A mãe, Zenith Artigas, de 77 anos, entregou uma carta aos jornalistas, expressando que a condenação traz um pouco de tranquilidade após tantos anos de espera, mas que nada trará sua filha de volta. A advogada da família, Camila Ramos, destacou o alívio das clientes com o resultado do julgamento, especialmente para a mãe, que enfrentou dificuldades psicológicas significativas durante os 18 anos de espera.
Embora a dor da perda permaneça, a decisão judicial representa um marco importante para a família e para a sociedade, reafirmando o compromisso com a justiça e a responsabilização por atos de violência.


