Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Sandra Lambert
A Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada na Rua Cuiabá, em um bairro da zona Sul de Ribeirão Preto, conhecida como UBS Marezinho, enfrentou um dia de caos no atendimento, com tempos de espera que ultrapassaram nove horas, conforme relatos de pacientes e confirmação de um médico da unidade.
Longas Horas de Espera e Reclamações
Um morador, que preferiu não se identificar, relatou à CBN que levou sua filha para atendimento por volta das 18h30 de uma quarta-feira e encontrou a unidade de saúde lotada. A situação era tão crítica que muitos pacientes estavam visivelmente exaustos e à beira das lágrimas. Segundo o morador, um médico informou que, às 19h51, começaria a atender os pacientes que aguardavam desde as 10 horas da manhã. O morador disponibilizou uma gravação do médico justificando a situação.
Justificativa do Médico e Promessa de Solução
Na gravação, o médico explicou que o atendimento estava atrasado desde as 9 horas da manhã e que a primeira ficha de atendimento era das 10h13. Ele expressou seu desconforto com a situação, tanto para a equipe quanto para a população, e se sentiu na obrigação de dar uma satisfação. O médico prometeu que a equipe trabalharia durante toda a noite para atender a todos os pacientes e esvaziar a fila de espera até as 7 horas da manhã do dia seguinte. A filha do morador que fez a denúncia foi atendida após as 22 horas.
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Problemas Recorrentes e Falta de Médicos
O morador também relatou que a demora no atendimento e a falta de médicos são problemas frequentes na unidade. Ele questionou a gestão da UBS, mencionando que, mesmo com cinco médicos disponíveis, a demanda da população não é atendida de forma eficiente. Ele ainda expressou preocupação com a qualidade do atendimento, argumentando que, com a alta demanda, os médicos não conseguem dar a devida atenção aos pacientes. A prefeitura de Ribeirão Preto foi procurada para comentar o caso, mas não houve resposta até o momento.
A situação na UBS Marezinho demonstra os desafios enfrentados pela população no acesso à saúde e a necessidade de melhorias na gestão e na distribuição de recursos para garantir um atendimento digno e eficiente.



