Pessoas deitaram na grama para esperar por atendimento; recepção da unidade de saúde está interditada para reforma
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida 13 de maio, em Ribeirão Preto, enfrenta sérios problemas após as fortes chuvas que danificaram o telhado e a infraestrutura do prédio. A situação gerou a interdição da recepção e de alguns cômodos, forçando o atendimento de pacientes em uma tenda improvisada montada pela prefeitura na frente da UPA.
Atendimento precário ao ar livre
Devido à falta de espaço na tenda, muitos pacientes aguardam atendimento médico ao relento, expostos ao sol e à chuva. Alguns pacientes relataram ter esperado por horas, inclusive deitados na grama, devido à dor e à incapacidade de permanecer sentados. A falta de estrutura para o conforto dos pacientes, incluindo a ausência de banheiros e água potável, agrava a situação.
Relatos de pacientes
Pacientes descreveram a situação como caótica, relatando longas esperas, falta de acolhimento e condições inadequadas de atendimento. Uma paciente que chegou às 8h da manhã esperou mais de quatro horas para ser atendida, ainda sem conseguir fazer sua ficha. Outros pacientes, como uma cozinheira e um pedreiro, descreveram a falta de um local coberto e adequado para aguardar o atendimento, mesmo para aqueles com dores intensas. Um acompanhante relatou a situação precária dentro da UPA, com infiltrações e redução do número de leitos disponíveis.
Ações da Secretaria de Saúde e perspectivas futuras
A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto informou que tomou medidas emergenciais, como a redução do espaço de atendimento sem diminuir o número de médicos, e que a UPA está em reforma desde março para a troca de telhas e calhas. A pasta pediu desculpas pelo transtorno e afirmou que a reforma visa solucionar os problemas e proporcionar um ambiente mais adequado para os pacientes. Entretanto, a situação atual continua crítica, e a sugestão de reinstalar a tenda emergencial usada durante a pandemia para o atendimento de pacientes com Covid-19 foi levantada como uma solução paliativa para melhorar as condições de atendimento enquanto a reforma não é concluída. A falta de uma solução imediata para o problema deixa a população em situação de vulnerabilidade, necessitando de uma ação rápida e eficaz das autoridades para garantir o atendimento digno à população.



