Medicamentos e insumos para bomba não são entregues há um mês; estado diz que fornecedora está atrasando a entrega
Pacientes diabéticos insulinodependentes em Ribeirão Preto enfrentam dificuldades no acesso ao medicamento, com relatos de falta da insulina há cerca de um mês. A insulina é essencial para permitir que a glicose entre nas células e seja convertida em energia, sendo vital para o tratamento do diabetes.
Drama Familiar: A Luta Pela Insulina da Filha
A assistente financeira Francine Feiteiro expressa sua angústia diante da escassez da insulina para sua filha, que utiliza uma bomba de infusão contínua, um dispositivo que libera a quantidade necessária do hormônio através de um cateter. Apesar de a bomba ter sido obtida por meio de decisão judicial, a insulina, que também deveria ser fornecida gratuitamente, está em falta. Francine relata a constante incerteza no fornecimento dos insumos, descrevendo a necessidade de visitas frequentes à farmácia e a ausência de previsões concretas sobre a disponibilidade dos medicamentos.
Rede de Apoio e Solidariedade Entre Pacientes
Diante da falta de assistência, pacientes com diabetes tipo 1 criaram um grupo no WhatsApp para trocar informações e compartilhar medicamentos. O auxiliar de produção Vladimir dos Santos Pinto, que também enfrenta a falta de insulina há 30 dias, destaca a importância dessa rede de apoio, onde os pacientes se ajudam mutuamente, compartilhando o que têm para garantir que ninguém fique sem o tratamento. A iniciativa demonstra a união e a resiliência da comunidade em face das dificuldades.
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Resposta do Departamento Regional de Saúde
Questionado sobre as reclamações, o Departamento Regional de Saúde (DRS) esclareceu que os medicamentos e insumos em questão não fazem parte da lista de distribuição do Governo Federal, sendo disponibilizados apenas por meio de solicitações ou ações judiciais. O DRS informou que os materiais para manutenção das bombas estão em fase de compra e que a situação deve se normalizar em breve. Em relação à falta de insulina, a unidade alegou atraso na entrega por parte da empresa fornecedora.
A situação expõe a fragilidade no acesso a medicamentos essenciais para pacientes diabéticos, evidenciando a necessidade de um sistema de saúde mais eficiente e sensível às necessidades da população.



