Cidade registra 38.985 diagnósticos da doença, além de 952 mortes por complicações da doença
Aumento de Internações por Covid-19 em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto enfrenta um aumento preocupante no número de internações por Covid-19. Em apenas um mês, o número de pacientes internados com sintomas graves saltou de 46 para 62, ocupando 85 leitos de UTI. Essa piora, iniciada em 12 de dezembro, preocupa especialistas, que temem uma sobrecarga ainda maior no sistema de saúde em janeiro, reflexo das festas de fim de ano e da baixa adesão às medidas de segurança pela população.
Preocupação da Fiocruz
O diretor da Fiocruz, Rodrigo Estable, destaca o aumento expressivo na demanda por leitos de UTI nas últimas duas semanas. Para ele, isso indica alta transmissão do vírus na cidade. A expectativa é de que a pressão hospitalar aumente ainda mais devido ao baixo índice de isolamento durante as festas. Outro fator agravante é a diminuição do número de leitos disponíveis, resultado da desmobilização pelo governo federal e da fadiga dos profissionais de saúde, que trabalham na linha de frente há mais de 11 meses. Muitos profissionais estão pedindo afastamento.
Números e Análises
A média móvel de novos casos também é preocupante. Entre 22 e 28 de dezembro, foram registrados 950 casos (média de 135 por dia), enquanto de 15 a 21 de dezembro foram quase 1400 casos (média de 196 por dia), representando uma queda de 31%. Embora a média móvel apresente uma redução, a análise do número absoluto de casos mostra uma curva ascendente contínua desde o início da pandemia. Não houve declínio sequer da curva em Ribeirão Preto, apenas uma estabilidade momentânea em novembro. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto confirmou hoje mais 104 casos e duas mortes, totalizando 39 mil casos e 952 óbitos na cidade desde o início da pandemia. Na região, foram contabilizados mais de 100 mil casos e 2.574 mortes.
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Apesar da queda na média móvel, o aumento no número absoluto de casos e internações exige cautela e reforça a necessidade de medidas preventivas para evitar o colapso do sistema de saúde. A situação permanece crítica e requer atenção constante da população e das autoridades.



