Familiares de um idoso afirmam que aguardaram mais de 15 horas por assistência na UBDS do bairro Quintino Facci II
Reclamações sobre a demora no atendimento em unidades de saúde de Ribeirão Preto geraram protestos de familiares de pacientes nesta quarta-feira. A situação afetou as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Quintino Facci II e da Vila Virgínia.
Casos de pacientes em estado crítico
Um homem de 71 anos, com histórico de AVC, sofreu uma convulsão e só foi transferido para o Hospital das Clínicas às 15h, após dar entrada na UBS do Quintino Facci II no início da noite de terça-feira. Em outro caso, uma mulher com infecção urinária desmaiou na UBS, sendo socorrida por enfermeiros e outros pacientes. Uma terceira paciente, de 40 anos, desmaiou na calçada enquanto aguardava atendimento, apresentando crise renal devido a cálculos renais.
Longas esperas e falta de médicos
Pacientes relataram longas esperas para atendimento, com relatos de filas extensas e demora significativa, principalmente pela manhã e à tarde. Na UBS da Vila Virgínia, a situação foi semelhante, com mães reclamando da demora no atendimento pediátrico. De acordo com os relatos, a falta de médicos contribui significativamente para o problema. Uma diarista relatou que a quantidade de médicos é insuficiente para atender à demanda, enquanto uma dona de casa reclamou da redução no atendimento noturno, com o plantão médico começando apenas às 21h.
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Resposta da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Saúde informou que a paciente que desmaiou na UBS do Quintino Facci II foi avaliada, medicada e realizou exames, apresentando pressão arterial normalizada. A paciente que desmaiou na calçada também recebeu atendimento imediato, exames e foi encaminhada ao hospital. Quanto ao idoso, a secretaria afirmou que recebeu atendimento adequado e que sua transferência para o Hospital das Clínicas ocorreu dentro do tempo necessário para a disponibilidade de vaga. A secretaria atribuiu o tempo de espera de aproximadamente três horas na UBS do Quintino Facci II ao aumento de mais de 50% na demanda diária, concentrada entre 10h e 22h. A nota esclarece ainda que a unidade opera com seis médicos clínicos e quatro pediatras, além de profissionais extras, e que os aparelhos de raio-x estão funcionando.



