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Pacientes seguem esperando atendimento do lado de fora da UPA da Treze de Maio

Especialista em gestão pública, Matheus Delbon, comenta sobre a condição estrutural da unidade e quais medidas devem ser tomadas
atendimento UPA Treze de Maio
Especialista em gestão pública, Matheus Delbon, comenta sobre a condição estrutural da unidade e quais medidas devem ser tomadas

Especialista em gestão pública, Matheus Delbon, comenta sobre a condição estrutural da unidade e quais medidas devem ser tomadas

Pacientes da UPA da 3 de Maio em Ribeirão Preto estão sendo atendidos em tendas improvisadas do lado de fora do prédio, devido a reformas emergenciais causadas por infiltrações e goteiras. O problema, crônico segundo relatos, já havia sido registrado em vídeos divulgados nas redes sociais, mostrando pacientes acamados em meio às goteiras, mesmo antes do agravamento recente com as chuvas.

Atendimento precário e falta de planejamento

Inicialmente, apenas uma tenda foi disponibilizada pela Prefeitura. Após a repercussão do problema na mídia, mais duas foram adicionadas, totalizando três tendas para atender a demanda. A situação, no entanto, é precária, com pacientes aguardando atendimento deitados no canteiro central, sem local adequado para espera. A falta de planejamento e a precariedade das estruturas improvisadas geram indignação.

Fiscalização e responsabilidades

A advogada especialista em gestão pública, Matheus, aponta a necessidade de um planejamento de manutenção predial, prática muitas vezes negligenciada devido à escassez de recursos. A falta de verba específica para manutenção em unidades de saúde é um problema recorrente, principalmente em municípios menores. Matheus sugere que a solução ideal seria uma redistribuição temporária dos pacientes para outras unidades de saúde, utilizando transporte, enquanto as obras na UPA são realizadas. A improvisação com tendas, segundo a especialista, é uma solução paliativa e indigna, que não garante a dignidade do atendimento público.

A necessidade de um serviço público de qualidade

A falta de planejamento e a precariedade do atendimento na UPA expõem a fragilidade do sistema público de saúde. A comparação com o setor privado, onde o cliente pode escolher o prestador de serviço, evidencia a falta de opção para o cidadão que depende do SUS. O serviço público, segundo Matheus, deve garantir a qualidade do atendimento, com a mesma presteza e cuidado que se espera do setor privado, afinal, todos contribuem com impostos para sua manutenção.

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