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Padarias se adaptam e criam novos serviços com proibição do consumo local

Prefeitura de Ribeirão anunciou no início da semana um decreto que impede o consumo nos estabelecimentos
novos serviços padarias
Prefeitura de Ribeirão anunciou no início da semana um decreto que impede o consumo nos estabelecimentos

Prefeitura de Ribeirão anunciou no início da semana um decreto que impede o consumo nos estabelecimentos

Desde 24 de março, quando o primeiro decreto municipal de Ribeirão Preto fechou diversos estabelecimentos e restringiu o funcionamento de serviços essenciais, empresários da cidade tiveram que se reinventar. As padarias, por exemplo, sentiram fortemente o impacto das medidas.

Reinventando o modelo de negócio

Muitas padarias, já pressionadas pela concorrência antes da pandemia, ofereciam consumo local e um serviço de mini-empório. Com as restrições, o foco migrou para vendas no balcão e entregas por delivery. Joaquim Antônio de Araújo, proprietário de uma padaria no Parque das Andorinhas e presidente do sindicato de panificação da cidade, relata o aumento da demanda por produtos para viagem como alternativa para driblar a crise. Ele destaca, porém, que o setor sofreu perdas significativas, com algumas empresas dispensando funcionários.

Desafios e Adaptações

A preocupação permanece, pois o consumo local em padarias só poderá ser retomado em junho, segundo o decreto municipal, e essa data pode ser prorrogada. A incerteza exige que o setor busque alternativas para equilibrar despesas e lucros, já que o setor emprega muita mão de obra, com cerca de 20% de demissões já registradas. Némora Mascietto, dona de outra padaria em Ribeirão Preto, conta que, apesar de não ter demitido funcionários, adotou medidas como férias para alguns colaboradores. Seu estabelecimento, que recebia 1.800 pessoas por dia, com 50% das vendas provenientes do consumo local, viu essa porcentagem cair para 20%, sendo compensada pelo crescimento das entregas.

Perspectivas futuras

O novo decreto municipal, que proíbe consumo local em restaurantes, bares, supermercados e lojas de conveniência até 8 de junho, mantém o desafio para os empresários do setor alimentício. A adaptação e a busca por alternativas para garantir a sustentabilidade dos negócios continuam sendo a prioridade, enquanto aguardam a normalização da situação e o retorno do consumo presencial.

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