Delegado Vanderlei Fernandes Martins Júnior falou à CBN Ribeirão
O caso envolvendo a morte da pequena Íris, de apenas oito anos, tem gerado grande comoção e levantado diversas questões sobre a dinâmica familiar e a possibilidade de negligência. As investigações policiais revelam contradições e detalhes perturbadores que intrigam os investigadores.
Contradições nos Depoimentos
Sebastião, o padrasto, nega veementemente ter agredido fisicamente Ana Paula, a mãe, ou as crianças, e até mesmo ter feito ameaças. No entanto, as provas colhidas até o momento contradizem essa versão. Ana Paula, em seu segundo interrogatório, confirmou que Sebastião a agrediu fisicamente em algumas ocasiões. Inicialmente, Ana Paula defendia o padrasto com veemência, mas, em um segundo momento, admitiu algumas agressões, embora ainda insista em sua defesa. Essa mudança de postura intriga a polícia, considerando a gravidade da situação e a morte da filha.
O Acompanhamento do Conselho Tutelar e o Medo da Vítima
O Conselho Tutelar já acompanhava a família devido a brigas e discussões frequentes dentro de casa. Íris, com apenas oito anos, expressava o desejo de sair de casa por medo das ameaças do padrasto. A polícia investiga se a tragédia poderia ter sido evitada, considerando o histórico de acompanhamento e o desejo das crianças de não permanecer na companhia de Sebastião, que passou a conviver diariamente com a mãe.
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Próximos Passos da Investigação
A polícia aguarda o resultado de um exame de DNA, requisitado ao IML de São Paulo. Foram encontradas toalhas e um lençol da criança com indícios de sangue humano, que serão comparados com o sangue da vítima. O resultado do exame tem um prazo de aproximadamente 30 dias. Por enquanto, Sebastião e Ana Paula não serão ouvidos novamente, aguardando-se o resultado do teste de DNA. As outras duas filhas de Ana Paula estão morando com parentes.
A investigação continua, buscando esclarecer todos os fatos e responsabilidades envolvidas na trágica morte de Íris.



