Detenção nesta sexta-feira foi após decisão tomada pelo STF; caso aconteceu em 2008
Após uma reviravolta judicial impulsionada por uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o padrasto do menino Pevinho, cuja morte em 2008 chocou a Zona Leste, foi preso. A decisão do STF permite que réus condenados em segunda instância comecem a cumprir pena de prisão, mesmo que ainda estejam recorrendo a tribunais superiores. Rodrigo Prioli traz os detalhes do caso.
Relembrando o Caso Pevinho
Em junho de 2008, Pevinho, que morava com a mãe, Cátia, morreu sob suspeita de maus-tratos. Inicialmente, Cátia alegou que o filho havia ingerido acidentalmente um tira-manchas, conhecido como Cemorim. No entanto, essa versão foi contestada por um grupo de peritos do IML (Instituto Médico Legal) e da USP (Universidade de São Paulo).
O Laudo Pericial e a Prisão do Padrasto
O laudo pericial concluiu que a causa da morte de Pevinho foi embolia pulmonar gordurosa, provavelmente causada por uma fratura no pulso. Os peritos determinaram que o menino deve ter sido violentamente chacoalhado, resultando na fratura do pulso direito e, consequentemente, na sua morte. O padrasto, já condenado em segunda instância, foi preso e encaminhado ao IML para exame de corpo de delito, antes de ser levado para a Casa de São Joaquim da Barra.
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Implicações da Decisão do STF
A mãe de Pevinho, Cátia Marques, também pode ser presa, pois também foi condenada em segunda instância. Segundo delegados, a nova decisão do STF tornará a justiça mais ágil e severa em casos semelhantes, que antes poderiam levar até dez anos para chegar ao Supremo.
O caso continua sob investigação, e a possibilidade da prisão de Cátia Marques ainda hoje é real.


