Enteado de Wellington Aparecido Braga Vieira, de 23 anos, tinha marcas de agressões e abuso sexual
Um bebê de um ano e três meses morreu após dar entrada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Vila Virgínia, em Ribeirão Preto. A criança apresentava sinais de agressão e, segundo a equipe médica, indícios de abuso sexual. O padrasto é o principal suspeito do crime.
O Depoimento da Mãe e a Chegada à UBS
De acordo com o depoimento da mãe à polícia, ela se ausentou por poucos minutos, deixando o bebê e seu outro filho, de seis anos, sob os cuidados do companheiro, com quem mantinha um relacionamento de sete meses. Ao retornar, encontrou o filho mais novo com sinais de agressão. A delegada Luciana Camargo Renesto Ruivo relatou que, ao levar a criança à UBS, o padrasto se recusou a acompanhá-las, alegando uma desculpa e se ausentando do local.
A mãe relatou que havia ido ao posto de saúde levar a sogra, que mora em frente à sua casa, e deixou os filhos com o padrasto. Ao retornar, encontrou o bebê com falta de ar e visivelmente machucado. Ela o levou imediatamente ao posto de saúde, onde o padrasto a acompanhou até a porta, antes de se afastar com uma atitude suspeita.
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Sinais de Abuso e Tentativas de Reanimação
A Gerência da UBS da Vila Virgínia informou que a criança chegou ao local em parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de reanimação, mas sem sucesso. A delegada Luciana Camargo Renesto Ruivo, após conversar com os médicos, confirmou que havia sinais evidentes de abuso sexual. Além de mordidas e hematomas pelo corpo, a suspeita é de que o estupro possa ter sido a causa principal da morte, o que será confirmado por exame necroscópico.
O Suspeito e as Investigações
O padrasto, Wellington Aparecido Braga Vieira, de 23 anos, possui uma extensa ficha criminal, incluindo passagens por roubo e possível envolvimento com tráfico de drogas. Ele cumpria pena em regime semiaberto e, no momento, não portava documentos, o que facilita sua identificação em uma possível abordagem policial. A delegada Luciana Camargo Renesto Ruivo informou que, até o momento, não há indícios de envolvimento ou conivência da mãe com a morte do filho. O padrasto é o principal e único suspeito, e deverá responder por estupro de vulnerável seguido de morte.
As autoridades seguem investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e garantir que o responsável seja devidamente responsabilizado.



