Júlio Lancelloti afirma na postagem que dá todo apoio aos Anjos da Cidades e todas as entidades; ouça ‘De Olho Na Política’
O padre Júlio Lancelot, conhecido por seu trabalho assistencial a moradores de rua em São Paulo, criticou um projeto aprovado na Câmara de Ribeirão Preto que visa limitar a distribuição de marmitas em locais específicos. A justificativa para o projeto, de autoria do vereador Elizeu Rocha, é a sujeira deixada por moradores de rua após as refeições. Lancelot entende que a iniciativa prejudica o trabalho de quem fornece alimentos a essa população, caracterizando-a como porofobia, ou seja, o medo e o desprezo aos pobres.
Projeto polêmico e suas implicações
O vereador Elizeu Rocha afirma que houve um mal-entendido na indicação original e promete apresentar uma nova versão com mais especificações. A indicação aprovada, que sugere um estudo para definir locais adequados para a distribuição de marmitas, não obriga a prefeitura a realizar o estudo, mas demonstra a preocupação da Câmara com o problema. O processo de aprovação de indicações na Câmara é rápido, e muitas vezes não há uma análise detalhada de cada uma delas antes da votação.
A questão da fiação aérea em Ribeirão Preto
Em outra pauta, a prefeitura de Ribeirão Preto anunciou a formação de uma comissão para organizar a fiação aérea da cidade. A comissão, ligada à Secretaria de Infraestrutura, iniciará os trabalhos na Avenida Presidente Vargas, com foco na retirada de fios antigos e na instalação de fiação subterrânea em áreas com obras do Ribeirão Mobilidade. A fiação aérea antiga representa um risco para a população, principalmente para motociclistas, e a comissão pretende solucionar essa questão.
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Considerações finais
As discussões sobre a distribuição de marmitas a moradores de rua e a organização da fiação aérea em Ribeirão Preto revelam a complexidade dos desafios urbanos e a necessidade de diálogo e planejamento para encontrar soluções eficazes e inclusivas. A transparência e o debate público são fundamentais para garantir que as políticas públicas atendam às necessidades da população e evitem a marginalização dos mais vulneráveis.