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Padre de Serrana faz ligação clandestina e deixa cinco mil pessoas sem água

Sacerdote admitiu irregularidade, mas disse que era preciso para iluminar o local, antes frequentado por traficantes
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Sacerdote admitiu irregularidade, mas disse que era preciso para iluminar o local, antes frequentado por traficantes

Sacerdote admitiu irregularidade, mas disse que era preciso para iluminar o local, antes frequentado por traficantes

O Padre Marcelo Andrade, da cidade de Serrana, admitiu ter realizado ligações clandestinas de energia elétrica, utilizando a infraestrutura da igreja para captar eletricidade dos poços artesianos dos bairros Jardim das Rosas e Jardim Bela Vista. A confissão veio à tona em meio a uma polêmica envolvendo o fornecimento de água para a população local.

A Justificativa do Padre

Segundo o Padre Marcelo, a “gambiarra”, como ele mesmo descreveu, foi motivada pela necessidade de iluminar uma área que estaria sendo utilizada por traficantes de drogas. Ele também alega que o terreno onde se encontra o poço artesiano do Jardim Bela Vista pertence à igreja, apresentando a escritura como comprovação. O padre afirma que a prefeitura utiliza o poço há mais de sete anos sem nunca ter pago pela utilização da água.

Coincidência ou Retaliação?

Simultaneamente às ligações clandestinas, as bombas dos dois poços artesianos queimaram, afetando o abastecimento de água de aproximadamente 5 mil moradores dos bairros Jardim Bela Vista e Jardim das Rosas por cerca de uma semana. Teltos Suares, supervisor do departamento de água e esgoto de Serrana, classificou a coincidência entre a “gambiarra” e a queima das bombas como um mero infortúnio.

Disputa pelo Poço Artesiano

O Padre Marcelo também revelou que tentou, sem sucesso, chegar a um acordo com a prefeitura de Serrana sobre o terreno do poço artesiano. Diante da falta de acordo após sete anos de negociações, o padre admitiu que realizou as ligações clandestinas como forma de chamar a atenção da administração municipal para o problema. Ele buscava formalizar um contrato de comodato para a utilização da água, com ou sem pagamento, mas alega que a prefeitura nunca se mostrou disposta a negociar.

A medida, segundo o padre, foi uma forma de forçar a resolução da questão do poço. Após a notícia de que as ligações clandestinas foram desfeitas pelo departamento de água e esgoto de Serrana, o Padre Marcelo afirmou que a igreja pretende processar a administração municipal.

A situação expõe um conflito entre a igreja e a prefeitura de Serrana, com a população local sofrendo as consequências da disputa. Resta aguardar os próximos capítulos dessa história e a resolução do impasse.

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