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Pai de Júlia diz que cirurgia no HC não teria o mesmo resultado

Justiça quer que pais da menina operada nos EUA devolva a União o valor pago pelo translado e pela cirurgia
Cirurgia no HC
Justiça quer que pais da menina operada nos EUA devolva a União o valor pago pelo translado e pela cirurgia

Justiça quer que pais da menina operada nos EUA devolva a União o valor pago pelo translado e pela cirurgia

Em uma audiência recente no Fórum da Justiça Federal em Ribeirão Preto, o caso da menina Júlia, de cinco anos, ganhou destaque. Júlia, que sofria de paralisia cerebral, passou por uma cirurgia nos Estados Unidos para aliviar a rigidez em suas pernas e braços. A família buscou na justiça o custeio do procedimento pelo Ministério da Saúde, que totalizou cerca de R$ 127 mil.

O Debate Sobre a Cirurgia no Brasil

Durante a audiência, o pai de Júlia expressou preocupações sobre a capacidade do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto em oferecer o mesmo nível de tratamento. Médicos do hospital, incluindo o neurocirurgião Marcelo Voupon e a neuropediatra Carla Caldas, defenderam a técnica utilizada no Brasil, argumentando que os resultados são comparáveis aos obtidos em outros centros especializados. Voupon mencionou que a avaliação dos resultados considera diversos fatores, como a redução da espasticidade e a satisfação dos cuidadores.

A Perspectiva da Família e do Advogado

O advogado da família, Nevanir de Souza Júnior, apresentou um documento ao Ministério da Saúde argumentando que a cirurgia realizada em Júlia não era realizada no Brasil. Ele acredita que a audiência foi favorável à família e que a cirurgia nos Estados Unidos foi a melhor opção para a menina. O pai de Júlia demonstrou satisfação com o progresso da filha, que atrásra consegue andar com a ajuda de um andador e realiza atividades diárias de forma independente.

Desafios Financeiros e Próximos Passos

Para viabilizar a cirurgia, os pais de Júlia precisaram penhorar bens e realizar um depósito como garantia ao governo. A próxima audiência está agendada para o dia 20 de outubro, quando será ouvido o neurocirurgião Helio Rubens Machado, responsável pela Divisão de Neurocirurgia Pediátrica do HC. Outro profissional também será ouvido por carta precatória.

O caso de Júlia levanta questões importantes sobre o acesso a tratamentos médicos especializados e o papel do sistema de saúde em garantir o bem-estar dos pacientes.

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