Dois homens foram presos suspeitos de participação em um latrocínio ocorrido em fevereiro deste ano no Jardim Presidente Dutra, em Ribeirão Preto. A vítima, um homem de 64 anos, morreu durante uma tentativa de assalto na zona norte da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, os presos são Raphael Lucas Ricci, de 21 anos, e Bruno Raphael Ricci, de 40 anos, pai e filho. Um terceiro suspeito, Thiago Daniel Freitas Garcia, de 23 anos, apontado como o autor direto do crime, está foragido.
Durante a operação, policiais também apreenderam nove motocicletas, três delas de luxo, além de um carro, joias, dinheiro, celulares e uma arma de fogo. As investigações indicam que a dupla estaria ligada a uma organização criminosa voltada a roubos de joias na cidade.
Segundo o delegado André Baldocchi, a investigação identificou um padrão nos roubos registrados em Ribeirão Preto, principalmente envolvendo vítimas que utilizavam joias de ouro, como correntes e alianças. Os investigadores perceberam que, em diferentes ocorrências, havia a presença de um mesmo veículo dando apoio aos autores dos crimes. O carro, um Polo branco, apareceu também no latrocínio ocorrido em fevereiro.
A partir desse padrão, a polícia conseguiu avançar nas investigações e identificar os suspeitos que, segundo o delegado, não atuavam diretamente nos assaltos, mas participavam da estrutura que organizava os crimes.
Leia também
Esquema criminoso
De acordo com a Polícia Civil, pai e filho seriam responsáveis por indicar possíveis vítimas aos assaltantes e fornecer os meios utilizados nas ações, como armas e motocicletas. Além disso, segundo as investigações, a dupla também comprava o ouro roubado após os crimes. A polícia atribui aos suspeitos participação no latrocínio e em pelo menos outros três roubos registrados em Ribeirão Preto.
Os mandados cumpridos nesta operação incluíram duas prisões temporárias e quatro ordens de busca e apreensão. Os investigados também podem responder por organização criminosa.
A polícia também investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado ao grupo. Segundo o delegado, as motocicletas apreendidas foram compradas novas e registradas em nome de terceiros. Somente o valor das motos apreendidas é estimado entre R$ 300 mil e R$ 350 mil. O carro apreendido também pode ultrapassar R$ 100 mil, segundo a investigação.
A polícia apreendeu ainda cerca de R$ 3 mil em dinheiro, joias e aparelhos celulares. Parte do material passará por perícia, enquanto a investigação segue com análise de quebras de sigilo bancário e telefônico.



