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Pai que teve ‘ataque de fúria’ em escola admite erro, mas denuncia falta de atitude da direção

Rapaz afirma que a direção nada fez para proteger o filho dele vítima de bullying; mestre em educação analisa o caso
ataque de fúria na escola
Rapaz afirma que a direção nada fez para proteger o filho dele vítima de bullying; mestre em educação analisa o caso

Rapaz afirma que a direção nada fez para proteger o filho dele vítima de bullying; mestre em educação analisa o caso

Um pai que agrediu a diretora de uma escola municipal em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, admitiu ter errado, mas alegou falta de ação da instituição contra o bullying sofrido por seu filho de 8 anos. O incidente, ocorrido na quinta-feira (2023-11-XX), foi registrado por câmeras de segurança e gerou grande repercussão nas redes sociais.

Agressão e alegações de bullying

Segundo relatos, o pai, após várias tentativas frustradas de diálogo com a direção da escola sobre as agressões sofridas pelo filho, perdeu a paciência e virou a mesa da diretora, arremessando uma cadeira contra um computador. Ele afirma que seu filho vinha sendo alvo de bullying na escola e que este foi o décimo pedido de providências à direção. O pai relatou que a diretora teria pedido que ele mesmo resolvesse o problema com os pais da criança agressora, o que o teria levado ao ataque de fúria. Apesar do incidente, o pai se disse arrependido, mas lamentou a falta de apoio da escola em relação ao problema do bullying.

Consequências e posicionamentos

O agressor foi detido e liberado após pagar fiança, respondendo em liberdade por dano ao patrimônio público. Seu filho, com medo, não quer retornar à escola. A Secretaria da Educação de Ribeirão Preto lamentou o ocorrido, afirmando que tomará as medidas administrativas e criminais cabíveis e repudiando qualquer ato de violência. A secretaria também afirmou que a direção da unidade foi procurada apenas duas vezes pelo pai, contrariando a afirmação dele.

Análises e reflexões

Especialistas em educação e psicologia social analisaram o caso, apontando para o despreparo da escola em lidar com situações de bullying e a crescente cisão entre escola e família. A falta de diálogo e a desvalorização do papel da escola nos últimos anos foram apontadas como fatores contribuintes para o ocorrido. A necessidade de uma maior aproximação entre escola, família e comunidade, com uma comunicação mais eficaz e um trabalho conjunto para resolver conflitos, foi destacada como fundamental para prevenir situações semelhantes no futuro. A importância de valorizar a educação e o papel do professor também foram ressaltados como cruciais para uma sociedade mais justa e desenvolvida.

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