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Pais admitem atrasar contas para comprar presentes de Natal

Levantamento feito pelo SPC revela que mesmo com pouco dinheiro, consumidores pretender comprar nesse fim de ano
Presentes de Natal
Levantamento feito pelo SPC revela que mesmo com pouco dinheiro, consumidores pretender comprar nesse fim de ano

Levantamento feito pelo SPC revela que mesmo com pouco dinheiro, consumidores pretender comprar nesse fim de ano

Neste Natal, muitos pais estão dispostos a comprometer suas finanças para realizar os desejos dos filhos, mesmo que isso signifique atrasar contas essenciais como água, luz e telefone. Uma pesquisa recente do SPC Brasil revelou que 100% dos pais entrevistados pretendem priorizar os presentes natalinos, com um percentual ainda maior (8,1%) entre as classes C, D e E.

Priorizando os presentes: um risco financeiro?

Segundo José Vinole, educador financeiro do SPC Brasil, essa atitude pode ser um comportamento equivocado, principalmente em tempos de crise econômica. Ele alerta para a importância de se educar financeiramente as crianças, ensinando-as a lidar com limites e a importância de se priorizar as necessidades básicas.

O papel dos pais na educação financeira infantil

A pesquisa indica que 49% das crianças demonstram compreensão e aceitação em receber o presente desejado posteriormente, caso não seja possível adquiri-lo imediatamente. Entretanto, a influência dos filhos na escolha dos presentes é significativa, com 53% das crianças participando ativamente do processo. Vinole ressalta a importância de os pais estabelecerem limites e dizerem “não” quando necessário, evitando criar expectativas irreais e falsas impressões de conforto financeiro.

A pesquisa também apontou diferenças entre mães e pais na escolha dos presentes: as mães tendem a deixar a escolha mais a critério dos filhos (18,4% contra 8,6% dos pais), enquanto os pais optam mais por uma escolha compartilhada (48% contra 31% das mães). Em apenas 42,3% dos casos, os presentes são escolhidos exclusivamente pelos pais. Quando o presente não agrada, quase metade dos pais promete compensar a criança mais tarde.

A pesquisa ouviu 600 consumidores, com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos e margem de confiança de 95%. A priorização dos presentes natalinos, mesmo em detrimento de contas essenciais, levanta questionamentos sobre a educação financeira e a importância do diálogo entre pais e filhos sobre consumo consciente e limites financeiros. A pesquisa destaca a necessidade de equilíbrio entre a alegria do Natal e a responsabilidade financeira.

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