Eles afirmam que a esperança em vê-las recuperadas superou qualquer sofrimento; meninas passam bem
Gêmeas siamesas são separadas com sucesso após cinco cirurgias complexas em Ribeirão Preto.
Emoção do reencontro
Após cinco cirurgias complexas, Maria Isadora e Maria Isabel, gêmeas siamesas de dois anos, foram finalmente separadas. A experiência de segurar as filhas nos braços pela primeira vez, separadas, foi descrita pelos pais, Débora e Diego Freitas, como a realização de um sonho e um momento de imensa emoção. “Eu senti uma emoção tão grande quanto a delas, era a primeira vez que eu as pegava separadas, sempre foram juntinhas”, relatou a mãe.
Desafio médico e recuperação
O procedimento, inédito no Brasil, foi liderado pelo professor Helio Machado e envolveu uma equipe multidisciplinar de 30 profissionais, incluindo cirurgiões norte-americanos. A separação ocorreu em cinco etapas, iniciadas em fevereiro, com a última cirurgia durando cerca de sete horas. Maria Isabel ainda precisará de uma cirurgia para cobrir uma área na nuca, mas a equipe médica se mostra otimista com a recuperação. Os pais, que moram em Ribeirão Preto há nove meses para acompanhar o tratamento, demonstram gratidão e esperança, afirmando que nunca desistiram.
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Olhar para o futuro
A recuperação das gêmeas tem superado as expectativas médicas. Segundo o professor Machado, sinais de que o cérebro das meninas está funcionando harmoniosamente foram observados, indicando ausência de lesões graves. Apesar dos desafios que ainda persistem, o pai Diego já projeta o futuro, sonhando em passar o Natal e o Ano Novo em casa, no Ceará, com a família. As gêmeas permanecem internadas na UTI pediátrica do Hospital das Clínicas, aguardando alta.



