Mãe de Tiago, Sueli Honório falou à CBN Ribeirão
Os pais de Thiago Antônio da Silva, o soldador morto em Barrinha no mês de setembro, clamam por celeridade na investigação do assassinato do filho. Suelhe Onório e Geraldo Antônio da Silva exigem que o guarda municipal William Campanini, principal suspeito de ter atirado contra o jovem de 26 anos, seja preso.
O Clamor por Justiça
“Eu quero justiça. Esse que matou tem que ir para a cadeia, porque não pode ficar impune. Ele tem que pagar, porque tirou a vida do meu filho, e o meu filho deixou o meu neto de quatro anos”, desabafa Suelhe Onório, mãe de Thiago. A família questiona a demora na conclusão do inquérito, mesmo com provas e testemunhos disponíveis. “Primeiro isso é que atar todas as casquilas que tinha caído no chão, entendeu? Não é possível uma coisa dessa. Sabendo que tem prova, que tem testemunha, e o negócio está parado”, completa.
Protesto e Indignação
Familiares e amigos de Thiago realizaram uma passeata noturna em Barrinha, percorrendo as ruas do centro até a delegacia. A manifestação, que durou cerca de duas horas, reuniu aproximadamente 50 pessoas, todas buscando respostas e justiça para o caso. A indignação é palpável, com acusações de que as autoridades presentes no momento do crime teriam demonstrado receio em confrontar o guarda municipal. “Para falar a verdade, as polícias que estavam junto, parece que tinha medo dele. Eu já falei, é público. Então matou meu filho e deixou sem recurso na hora”, lamenta Geraldo Antônio da Silva, pai de Thiago.
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O Caso e as Investigações
Thiago Antônio da Silva foi morto com um tiro na cabeça em 9 de setembro, na Vila São José, durante uma abordagem da Guarda Municipal a uma denúncia de consumo e tráfico de drogas. A morte gerou revolta na comunidade, resultando em ataques a prédios públicos e a uma viatura da Guarda Civil. O delegado responsável pelo caso está de férias, e seu substituto não foi encontrado para comentar o andamento das investigações.
O comandante da Guarda, William Américo Campanini, negou estar armado durante a abordagem e alegou inocência em depoimento. Apesar de ter sido indiciado por homicídio qualificado e porte ilegal de armas, ele responde ao processo em liberdade por ter se apresentado espontaneamente à polícia. Campanini foi afastado da função por tempo indeterminado, e uma sindicância foi aberta pela prefeitura. A prefeitura de Barrinha estimou um prejuízo de pelo menos R$ 1 milhão devido aos atos de vandalismo.
A família e amigos de Thiago aguardam o desenrolar das investigações, na esperança de que a justiça seja feita e o responsável pela morte do jovem seja responsabilizado.



