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Pais denunciam abandono em escola municipal na Vila Mariana em Ribeirão Preto

Unidade tem infiltrações, salas alagadas, banheiros sem papel e reclamações sobre alimentação; prefeitura abriu processo administrativo
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Unidade tem infiltrações, salas alagadas, banheiros sem papel e reclamações sobre alimentação; prefeitura abriu processo administrativo

Pais de alunos da Escola Municipal de Ensino Integral João Gilberto Sampaio, no bairro Vila Mariana, em Ribeirão Preto, denunciam uma situação de abandono na unidade. A reportagem da CBN constatou infiltrações, mofo, mato alto e até uma piscina com água parada e verde no local.

Segundo os responsáveis, os problemas se agravaram no início do ano letivo. Apesar de a prefeitura afirmar que realiza manutenção, pais e membros do conselho escolar dizem que a realidade enfrentada no dia a dia é diferente.

Estrutura precária

De acordo com a reportagem, basta uma chuva para que salas de aula fiquem alagadas. Pais relatam rachaduras, goteiras e danos a materiais escolares, como livros que teriam sido molhados após a chuva da última noite.

“Não tem condição de deixar nossas crianças aqui. A escola, as salas estão tudo caindo, tem uma rachadura enorme. A sala da minha filha tá toda molhada.”

Além das infiltrações, também foram relatados problemas nos banheiros, como falta de papel higiênico e trincas nas portas, o que, segundo os pais, compromete a privacidade dos alunos.

Alimentação

A alimentação oferecida na escola também é alvo de críticas. Segundo relatos de pais, o cardápio seria repetitivo e, no período da tarde, os alunos receberiam pão com manteiga, leite e fruta.

“Segundo os nossos filhos, a alimentação é sempre a mesma. Na parte da tarde eles não têm almoço, eles dão um pão com manteiga e um leite.”

Pais que integram o conselho escolar afirmam ainda que a unidade estaria há sete meses sem receber repasses da prefeitura e que há falta de professores.

Resposta oficial

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que abriu um processo administrativo para investigar por que a manutenção não foi realizada nos últimos meses na unidade.

A pasta também garantiu que o cardápio segue as diretrizes nutricionais do Ministério da Educação. Enquanto o processo tramita, os pais afirmam que seguem cobrando providências do poder público

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