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Pais do casal que dava golpes milionários na internet prestam depoimento em Ribeirão Preto

Dupla teria dado golpes de aproximadamente R$ 100 milhões; Viviane Emílio está presa e Michel Pierri foragido
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Dupla teria dado golpes de aproximadamente R$ 100 milhões; Viviane Emílio está presa e Michel Pierri foragido

Dupla teria dado golpes de aproximadamente R$ 100 milhões; Viviane Emílio está presa e Michel Pierri foragido

Pais de suspeitos de aplicar golpes em mais de 42 mil pessoas em todo o Brasil prestaram depoimento, alegando desconhecimento das atividades dos filhos. Acompanhados do delegado Eduardo Martinez, os pais de Viviane Boff-Emilho e Michel P. Sintra foram ouvidos pelo promotor Aroudo Costa Filho.

Alegações de Desconhecimento

Os pais de Viviane Boff-Emilho, diretora do site de compras coletivas Panq, em operação desde 2010, afirmaram não ter conhecimento das ações da filha. De acordo com o promotor, os pais de Michel Sintra também negaram qualquer envolvimento com o caso. Nenhum dos pais admitiu ter ciência dos esquemas, e alguns sequer sabiam que seus filhos eram donos da empresa Panq ou onde ela estava localizada. Surpreendentemente, também alegaram desconhecer a propriedade de imóveis pelos filhos.

Detalhes Revelados Durante o Depoimento

A mãe de Michel mencionou morar em um pequeno apartamento que Michel havia prometido transferir para seu nome, o que ainda não ocorreu. O pai de Viviane admitiu ter emprestado sua conta bancária para a filha movimentar valores, chegando a cerca de R$150 mil, que, segundo ele, foram sacados e devolvidos por Viviane ao longo do tempo.

Investigação em Andamento

A investigação aponta que pelo menos seis imóveis, incluindo um de luxo avaliado em mais de R$1 milhão, estavam em nome de laranjas, assim como as empresas de compras coletivas. Funcionários e ex-funcionários da Panq procuraram o Ministério Público para colaborar com as investigações, revelando que Luciano e Daniel eram os verdadeiros donos da empresa, informação que muitos só descobriram após meses de trabalho. A empresa empregava 60 pessoas, que seguiam um guia para responder a clientes insatisfeitos, já que há suspeitas de que apenas um terço das vendas eram entregues, e mesmo essas, de produtos falsificados.

A investigação continua com a expectativa de ouvir cerca de 10 pessoas, incluindo os falsos proprietários dos imóveis do casal, e obter informações sobre as contas bancárias dos envolvidos. Adicionalmente, um funcionário mencionou uma doação de R$700 mil em carros importados e dinheiro para uma igreja.

As autoridades seguem apurando os fatos para responsabilizar os envolvidos.

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