Nascida em São Carlos, bebê de três meses tem intolerância à proteína do leite; lata do leite especial custa de R$ 160 a R$ 180
Manuela, com apenas três meses, já é conhecida por um motivo especial: seus pais iniciaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar leite em pó específico, já que a pequena tem intolerância à proteína do leite comum. Marcos Vieira Cavalcante, pai de Manuela e de um filho de 12 anos, relata o sofrimento da filha com cólicas intensas, o que os levou a procurar um gastroenterologista infantil, que diagnosticou a intolerância.
O Diagnóstico e a Melhora Imediata
Segundo Marcos, o desconforto de Manuela era grande: descamação no couro cabeludo e sobrancelhas, cólicas severas e longos períodos sem evacuar. Após a consulta, o médico receitou uma amostra de Neocate, um leite especial, e orientou a suspensão do leite tradicional. A melhora foi notável e imediata.
O Desafio Financeiro
Apesar do alívio em ver a filha livre das dores, surgiu uma nova preocupação: o custo do leite especial. Cada lata, que dura no máximo quatro dias, custa entre R$160 e R$180. Com Marcos trabalhando como metalúrgico e a esposa desempregada, a situação financeira se tornou um obstáculo. O gasto mensal com o leite chega a R$2.500, um valor inviável para o orçamento familiar.
A Busca por Ajuda e a Campanha nas Redes Sociais
A família, residente em São Carlos, recorreu à Defensoria Pública, e a Justiça emitiu um parecer favorável para a retirada do leite em uma farmácia de alto custo. No entanto, a liberação está prevista apenas para a segunda quinzena do próximo mês, o que gerou desespero. Sem condições de esperar, a mãe de Manuela decidiu usar as redes sociais para divulgar o caso e pedir doações. Inicialmente, a ideia era sensibilizar amigos e conhecidos que pudessem ter leite sobrando em casa. A família conseguiu suprir as necessidades por um tempo, mas o estoque está acabando. Até que a liberação do leite pela farmácia de alto custo se concretize, as doações são essenciais. Quem puder ajudar pode entrar em contato com Marcos pelo telefone (16) 9 3089-753.
A mobilização em torno da história de Manuela demonstra a força da solidariedade em momentos de dificuldade e a importância do acesso a tratamentos adequados para garantir a saúde e o bem-estar das crianças.



