Grupo protestou contra os problemas de infraestrutura na Caic Antônio Palocci, no bairro José Sampaio
Pais de alunos e servidores municipais promovem protesto conjunto em frente à Prefeitura de Ribeirão Preto
Escola Caíque Antônio Palós: Reforma Imediata é a Demanda
Cerca de 100 pessoas se manifestaram em frente ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura de Ribeirão Preto. A manifestação é dupla: pais de alunos da Escola Caíque Antônio Palós pedem a reforma imediata da unidade escolar, enquanto servidores municipais também reivindicam melhorias. O Ministério Público já solicitou a interdição da escola devido a problemas elétricos, risco de incêndio e outras deficiências estruturais, como fios expostos e goteiras. Apesar da Prefeitura alegar medidas emergenciais, como o desligamento dos aparelhos de ar condicionado, pais temem pela segurança dos mais de 800 alunos matriculados e muitos estão mantendo seus filhos em casa. A situação afeta alunos do 1º ao 9º ano, com relatos de aulas suspensas e falta de acesso a recursos essenciais, como o elevador para cadeirantes.
Preocupações dos Pais e Alunos
O representante da Comissão de Pais, Sélio Costa, expressou a aflição dos pais diante da possibilidade de interdição e da falta de solução imediata. Alunos relatam a falta de professores em diversas disciplinas, como matemática e artes, agravando ainda mais a situação. Eliezer Suárez, pai de uma aluna do 6º ano, afirma que não permitirá que sua filha frequente a escola nas atuais condições. Kailani Luz Greyer, estudante do 9º ano, destaca a preocupação com o aprendizado, especialmente por ser o último ano letivo e a necessidade de se preparar para o vestibular. Aline Ferreira da Luz, mãe de uma aluna, também se posiciona contra a frequência da filha na escola até que a reforma seja iniciada.
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Resposta da Prefeitura e Próximos Passos
A Secretaria Municipal de Educação emitiu nota informando sobre um processo de compra emergencial para reparos na Escola Caíque Antônio Palós. A licitação prevê investimentos de quase R$ 4 milhões em adequações elétricas e hidráulicas em toda a rede municipal e mais R$ 9.762 milhões em manutenção geral das escolas. A abertura dos envelopes das licitações está prevista para os dias 9 e 10 de abril. Apesar disso, a escola permanece aberta, embora a maioria dos alunos não esteja frequentando as aulas. O pedido de interdição pelo Ministério Público ainda aguarda decisão judicial.
O protesto demonstra a urgência da situação e a preocupação da comunidade escolar com a segurança e a qualidade da educação oferecida. A expectativa é de que as medidas anunciadas pela Prefeitura sejam implementadas rapidamente para garantir o retorno seguro dos alunos às aulas e a resolução dos problemas estruturais e de falta de professores na escola.



