Profissionais acompanhavam de perto os estudantes com algum tipo de deficiência; José Eduardo de Oliveira comenta o assunto
A falta de professores mediadores na rede municipal de Ribeirão Preto gerou grande preocupação entre pais e educadores. A prefeitura, ao não renovar os contratos com esses profissionais, prejudica a educação especial de centenas de crianças e adolescentes com diferentes transtornos e síndromes.
Impactos na Educação Especial
A ausência do professor mediador impacta diretamente no aprendizado e desenvolvimento dessas crianças. Mães relatam que seus filhos, sem o acompanhamento necessário, ficam sem estímulos e limitados em sala de aula, o que afeta sua socialização e o acesso ao conhecimento. A falta de apoio também sobrecarrega os professores regulares, comprometendo a qualidade do ensino para todas as crianças da sala.
A Necessidade da Mediação
De acordo com o professor José Eduardo de Oliveira, especialista em educação, o professor mediador (ou AEE – Agente de Educação Especial) é fundamental para a inclusão escolar. Sua função vai além do apoio pedagógico, incluindo auxílio em tarefas básicas como higiene e alimentação, e a mediação entre a aprendizagem e as dificuldades específicas de cada aluno. A falta desses profissionais representa um retrocesso na inclusão e reforça o preconceito contra pessoas com deficiência.
Direitos e Cobranças
A lei federal garante o direito à educação inclusiva e à presença do professor mediador. Apesar da Secretaria de Educação afirmar que todos os alunos com necessidades especiais são atendidos, a realidade nas escolas demonstra o contrário. Pais, professores e especialistas cobram providências da prefeitura para que os contratos sejam renovados, garantindo o acesso à educação de qualidade para todas as crianças, independentemente de suas necessidades especiais. A situação demonstra um retrocesso, principalmente após a aprovação do Plano Municipal de Educação, que visava avanços na área.



