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Pais temem que as mudanças na CEEEF Egydio Pedreschi impactem negativamente o ensino da escola

Prefeitura anunciou uma reorganização na entidade, abrindo o leque para outras atividades e não apenas ao ensino especial
Mudanças CEEEF Egydio Pedreschi
Prefeitura anunciou uma reorganização na entidade, abrindo o leque para outras atividades e não apenas ao ensino especial

Prefeitura anunciou uma reorganização na entidade, abrindo o leque para outras atividades e não apenas ao ensino especial

Pais de alunos autistas e com deficiência em Ribeirão Preto temem que mudanças no Centro de Educação Especial Egídio Pedresque prejudiquem o aprendizado de seus filhos. A Secretaria de Educação anunciou um projeto de reorganização da escola, que prevê a oferta de educação básica, ensino fundamental para jovens e adultos (EJA) e um centro de formação continuada para profissionais da rede municipal.

Preocupações dos Pais

A professora Andrea Consani, cuja filho de 25 anos com autismo e baixa visão estuda no Egídio Pedresque há 16 anos, relata a satisfação do jovem com a escola e a preocupação com as mudanças. Ela destaca a falta de substitutos para professores que faltam por motivos de saúde ou outros, impactando diretamente a qualidade do atendimento especializado. Reinaldomusette, pai de uma filha com autismo e atraso motor, também critica a falta de cuidadores suficientes e relata um incidente em que sua filha sofreu uma queda na escola, fraturando o braço, sem que a escola o avisasse imediatamente.

Mudanças e Implicações

O projeto de reestruturação preocupa os pais, que questionam a falta de clareza sobre como será o atendimento especializado após as mudanças. A ampliação do atendimento e a mistura de alunos com e sem deficiência geram temores de que a inclusão seja prejudicada. A falta de diálogo e a ausência de um plano claro para a transição também são pontos de preocupação.

Mobilização e Busca por Soluções

Pais se uniram para criar um abaixo-assinado, buscando sensibilizar o poder público. A Secretaria de Educação informou que o centro não será fechado, mas que a reestruturação é necessária para atender às necessidades educacionais dos alunos. O Ministério Público acompanha a situação e busca um consenso que garanta o atendimento adequado às crianças com deficiência. Uma audiência pública na Câmara Municipal deve discutir o assunto na próxima semana. Apesar da preocupação, a promotoria afirma que não pretende judicializar o caso no momento.

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