Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
No início da manhã, cerca de 15 pais se reuniram em frente à escola, na esperança de conseguir uma vaga para seus filhos através da lista de desistências para o ano letivo de 2015. A situação gerou frustração e questionamentos sobre a alocação de vagas e a prioridade dada aos moradores do bairro.
A Angústia da Transferência Escolar
Teresa Nazaré Ambrósio Fernandes, uma dona de casa que aguardava desde as 6 da manhã, relatou que a Secretaria da Educação havia agendado o atendimento para aquele dia. O problema se agravava, pois seus filhos, que frequentaram a pré-escola na instituição, não tiveram suas vagas garantidas para o primeiro ano. “Já tive dois filhos que estudaram aqui na escola, e o problema foi o mesmo: alunos que fizeram a pré-escola não têm a vaga garantida”, desabafou.
Distância e Dificuldade de Acesso
O filho de Teresa foi transferido para uma escola distante, localizada no Valentina Figueiredo. A distância representa um grande obstáculo, pois, segundo ela, o único ônibus que serve a região passa de hora em hora. Valéria, outra mãe presente, enfrentava situação semelhante: seu filho, que estudou no Paulo Freire, foi transferido para o Nelson Machado, no Casa Grande. “Estive aqui já ano passado tentando uma vaga, cheguei 4 e meia da manhã e não consegui de novo. Não tem ninguém, nem para informar um horário pra gente, nada”, lamentou.
Leia também
Prioridade para Novos Moradores?
Luana, outra mãe, buscava transferir sua filha da Vila Mariana, onde estuda atualmente, para uma escola mais próxima de sua residência no bairro. Ela já havia tentado a vaga antes das férias, sendo informada para retornar no dia 2 de janeiro. Os pais presentes especulavam que a prioridade estaria sendo dada aos novos moradores do bairro, em detrimento dos residentes antigos. “O que a gente sabe aqui de especulação do bairro é por causa dos predinhos que foram construídos aqui, as crianças estão sendo colocadas nessa escola e está tirando a vaga dos filhos de quem já mora aqui no bairro”, explicou Luana.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que não havia agendamento para aquele dia, pois os funcionários municipais retornariam do recesso somente na segunda-feira. A ausência de informações e o desencontro de datas geraram ainda mais frustração entre os pais presentes.



