Grupos pensam como fazer a regulamentação do serviço tipo ChatGPT; Dalton Marques explica os detalhes no ‘CBN Tecnovação’
Muito se discute sobre inteligência artificial (IA) e seus impactos, especialmente com o surgimento do ChatGPT. Governos ao redor do mundo debatem a regulamentação dessas tecnologias, buscando um equilíbrio entre benefícios e riscos.
O que é ChatGPT?
O ChatGPT é um sistema de chat baseado em IA generativa. Treinado com grandes volumes de texto, ele aprende padrões de linguagem e gera respostas coerentes e relevantes. Apesar de sofisticado, apresenta limitações e pode gerar respostas imprecisas ou inadequadas. Sua facilidade de uso e acesso gratuito (na versão básica) contribuem para sua popularidade, bastando acessar o site chat.openai.com e fazer um breve cadastro.
Riscos e Regulamentação da IA
Embora a IA ofereça benefícios em diversas áreas (automação, diagnósticos médicos, educação, segurança), os riscos são evidentes, principalmente com a IA generativa. A Itália chegou a bloquear o ChatGPT devido a vazamento de dados. A União Europeia e outros países como França, Irlanda, Alemanha e Espanha estudam medidas restritivas. A China exige avaliação de segurança antes do lançamento de produtos de IA generativa. Nos EUA, uma consulta pública busca definir regras para mitigar efeitos indesejados.
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Entre os riscos estão a exposição de dados privados, a disseminação de desinformação (fake news), a criação de imagens e áudios falsos com realismo extremo e o impacto no mercado de trabalho, ameaçando diversas profissões ligadas à produção de conteúdo. A velocidade do desenvolvimento da IA também gera incertezas sobre seu futuro impacto.
Um Futuro Incerto
A corrida desenfreada pelo desenvolvimento de IAs cada vez mais poderosas levanta preocupações. Mais de 2 mil especialistas assinaram uma carta pedindo a interrupção do desenvolvimento de IAs como o ChatGPT, alertando para potenciais riscos à humanidade. A discussão sobre limites e regulamentação envolvendo empresas, governos e sociedade civil é crucial para garantir o uso responsável e ético da inteligência artificial.