Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
Uma Mulher Obcecada
“Paixão Obsessiva” acompanha uma mulher que arquiteta um plano para sabotar a nova namorada de seu ex-marido, numa tentativa de reconquistá-lo. O filme explora a natureza obsessiva e as consequências impensadas de seus atos, levantando questionamentos sobre a rivalidade feminina em um contexto social atual.
Crítica Social e Década de 90
Embora a trama gire em torno de uma rivalidade amorosa, o filme transcende o clichê. A produção, dirigida por mulheres, é analisada como uma crítica social, questionando se a história de duas mulheres disputando o mesmo homem ainda ressoa na sociedade contemporânea. Sua semelhança com filmes clássicos de suspense como “Atração Fatal” e “Instinto Selvagem” é discutida, comparando a verossimilhança da narrativa em diferentes épocas. A escolha de atrizes como Trisha Cartagen e Katherine Heigl, conhecidas por comédias românticas, para papéis mais sérios também é destaque.
Suspense com Tons de Comédia
Apesar de ser um suspense, o filme apresenta momentos com toques cômicos, principalmente na determinação da protagonista em destruir a vida da rival. A crítica aponta que o longa poderia explorar mais a rivalidade feminina e o machismo, mas, mesmo com suas falhas, é considerado uma obra que proporciona entretenimento e debate. A produção é avaliada como um filme que não precisa ser levado ao pé da letra, mas que serve como um ponto de partida para discussões relevantes.
Leia também
Em resumo, “Paixão Obsessiva” é uma produção que, apesar de suas imperfeições, proporciona uma reflexão sobre temas relevantes e oferece uma experiência cinematográfica que varia entre o suspense e a comédia. A discussão sobre a aceitação do filme pelo público feminino e a comparação com produções de décadas passadas enriquecem o debate em torno da obra.



