Localizados no Rio Grande do Sul, eles dão novos rumos à evolução dos dinossauros
Quando pensamos em dinossauros, a imagem que nos vem à mente geralmente é a de criaturas gigantescas, pesadas e agressivas, como o temido Tiranossauro Rex. Mas uma descoberta recente no Rio Grande do Sul revela um passado bem diferente.
Dinossauro Anão e Seus Precursores
Pesquisadores de sete universidades brasileiras, em colaboração com instituições da Inglaterra e Alemanha, encontraram fósseis de um animal que precedeu os dinossauros. O Ixalerton polecinensis, com cerca de meio metro de comprimento, pertencia ao grupo dos lagerpetídeos. Acredita-se que fosse bípede, esguio e insetívoro, alimentando-se de insetos e pequenos animais.
O Buryoleste shultz: Um Dinossauro Primitivo
No mesmo sítio paleontológico, em São João do Polêsine (RS), os pesquisadores encontraram fósseis de Buryoleste shultz, um dinossauro de aproximadamente 1,5 metro de comprimento. Bípede e carnívoro, este animal é um ancestral dos sauropodomorfos, dinossauros gigantescos, quadrúpedes e herbívoros. A descoberta do Buryoleste shultz ajuda a entender a evolução dos dinossauros, mostrando que seus ancestrais eram menores e carnívoros, em contraste com os gigantes herbívoros que se tornaram.
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Coexistência e Extinção
A descoberta da coexistência entre o Ixalerton polecinensis e o Buryoleste shultz por cerca de 30 milhões de anos, revela um novo cenário para a compreensão da evolução dos dinossauros. Contrariando a ideia anterior de que os dinossauros levaram seus antecessores à extinção, os fósseis demonstram uma convivência prolongada, até a extinção dos precursores. Os fósseis encontrados datam de aproximadamente 230 milhões de anos atrás, oferecendo informações valiosas sobre a transição e o sucesso dos dinossauros no Mesozóico.



