Diretor-Geral da Agência Nacional de Águas, Antônio Félix Domingues é o palestrante do painel ‘Viver’, no Agenda Ribeirão
Em um evento recente em Ribeirão Preto, a crise hídrica e energética foi o centro das atenções, com a participação de Antônio Félix Domínguez, gerente geral de articulação e comunicação da Agência Nacional de Águas (ANA). O debate focou na importância da gestão da água e na necessidade de envolvimento da sociedade.
A Água como Missão de Todos
Antônio Félix Domínguez enfatizou que o cuidado com a água não é responsabilidade exclusiva dos governos, mas de toda a sociedade. Comparando a importância da água à da educação, ele destacou a necessidade de reflexão sobre a crise hídrica no Brasil e os conflitos globais relacionados à água. Ele ressaltou que o Brasil, apesar dos desafios, tem se organizado nos últimos 20 anos, com investimentos e participação da sociedade para mitigar os impactos da crise.
O Papel da Sociedade e os Ciclos Climáticos
Domínguez alertou que, mesmo com o aumento do volume de chuvas este ano, a sociedade não deve se acomodar. É crucial permanecer em estado de alerta e colaborar para superar essa fase, compreendendo que as questões climáticas se processam em ciclos. As lições aprendidas durante esses períodos são fundamentais para o planejamento futuro e a gestão eficiente dos recursos hídricos.
Leia também
Acuífero Guarani e a Segurança Hídrica de Ribeirão Preto
Ao abordar a situação de Ribeirão Preto, Domínguez destacou a importância do Aquífero Guarani como uma grande reserva de água subterrânea. Ele enfatizou a necessidade de administrar essa “poupança de água” de forma sustentável, adotando o conceito de redundância, ou seja, a criação de sistemas alternativos para garantir o abastecimento em caso de falhas no sistema principal. Além disso, ressaltou a importância de um planejamento cuidadoso na perfuração de poços para evitar a competição entre eles e garantir a recarga adequada do aquífero.
Energias Alternativas e o Futuro Energético do Brasil
Quanto à crise energética, Domínguez acredita que ela pode impulsionar o Brasil a investir em fontes alternativas de energia. Ele mencionou o potencial da autoprodução de energia, como a instalação de placas solares em residências, e a necessidade de modernizar a legislação para facilitar a integração dessas fontes à rede elétrica. Essa transição para energias alternativas é vista como uma forma de reduzir a dependência de grandes barragens e minimizar os impactos ambientais e sociais associados à sua construção.
O evento em Ribeirão Preto serviu como um importante espaço para discutir os desafios da crise hídrica e energética e buscar soluções inovadoras para garantir a segurança hídrica e energética do país.



