Político ribeirão-pretano tenta acordo de delação premiada
O ex-ministro Antonio Palocci prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro na investigação sobre o pagamento de R$ 12 milhões em propina pela Odebrecht ao ex-presidente Lula. O valor se refere à compra de um apartamento e um terreno para a nova sede do Instituto Lula.
Propina e a “alcunha italiana”
Palocci negou ser chamado de “italiano” pelos executivos da Odebrecht, mas admitiu que as informações da planilha de propina se referem a ele. Embora não tenha sido chamado assim pelos executivos, ele acredita que a alcunha na planilha o designa, reconhecendo que boa parte dos assuntos tratados na planilha são aqueles que discutiu com Marcelo Odebrecht. Ele esclareceu que alguns e-mails sobre “italiano” não o dizem respeito, podendo se referir a outras pessoas.
Obstáculos à Lava Jato
Durante o depoimento, Palocci admitiu ter se reunido com Lula e outras pessoas para criar obstáculos às investigações da Operação Lava Jato. O Ministério Público Federal afirma que os imóveis citados são formas de pagamento de vantagens indevidas ao ex-presidente.
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Prisão e delação
Preso desde setembro de 2016, Palocci foi condenado a 12 anos de prisão em desdobramento da Lava Jato. Após o depoimento, ele retornou à carceragem da Polícia Federal em Curitiba. A defesa de Lula afirma que Palocci fez acusações sem provas, buscando uma delação premiada.



