Governo Federal vai renegociar dívidas de quem está no cadastro negativo; ouça a análise de Adnan Jebailey
Começa hoje a primeira etapa do Programa Desenrola Brasil, do Governo Federal para a renegociação de dívidas. O programa, que teve sua data antecipada pelo Ministério da Fazenda, visa alavancar a economia e melhorar o poder de compra da população.
Benefícios e Cuidados do Desenrola Brasil
O programa abrange dívidas negativadas ou contraídas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022. Considerando o período da pandemia e a alta da taxa de juros, o programa busca auxiliar aqueles que perderam empregos e ficaram impossibilitados de negociar suas dívidas. O programa é dividido em duas faixas de renda: a faixa 2, iniciada hoje, para quem ganha acima de dois salários mínimos até R$ 20 mil; e a faixa 1, prevista para setembro, para quem ganha até dois salários mínimos. A expectativa do governo é atingir 30 milhões de brasileiros.
Detalhes das Faixas de Renda
A faixa 2, iniciada hoje, abrange aqueles que ganham acima de dois salários mínimos até R$ 20 mil. Inicialmente, os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) participam do programa. A dívida de até R$ 100 não será perdoada, mas a negativacão será removida. A faixa 1, que começa em setembro, focará em pessoas em situação de vulnerabilidade, inscritas no Cadastro Único ou com renda de até dois salários mínimos. Nesta faixa, o governo atuará como avalista, facilitando a negociação com os bancos.
Riscos e Considerações Finais
Embora o programa ofereça oportunidades, é crucial avaliar a capacidade de pagamento antes de assumir novas dívidas. Um orçamento organizado é fundamental para evitar que a renegociação se torne uma bola de neve. O governo disponibilizará um site para simulação de dívidas, facilitando a tomada de decisão. Além do Desenrola Brasil, outras empresas podem oferecer condições especiais de negociação, impulsionando o consumo. A organização financeira pessoal é essencial para evitar novos endividamentos.



