Quem comenta esses números é Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o número de brasileiros vivendo na extrema pobreza aumentou significativamente após o fim do auxílio emergencial. Antes da pandemia, 10% da população (mais de 20 milhões de pessoas) viviam com menos de R$ 246 por mês. Com o auxílio, esse índice caiu para 4,52%, mas voltou a subir para 12% em fevereiro de 2021, superando os níveis pré-pandemia.
Aumento da Pobreza e suas Consequências
Esse crescimento da extrema pobreza impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros, principalmente crianças, que ficam sem acesso à educação, saúde e outras necessidades básicas. A situação de desalento dos pais agrava ainda mais o quadro, comprometendo o futuro do país. A falta de políticas sociais eficazes contribui para esse cenário crítico, exigindo ações urgentes por parte dos governos municipal, estadual e federal.
Desemprego e Massa Salarial
O desemprego também desempenha um papel crucial nesse contexto de crise social. Embora haja notícias positivas em alguns setores específicos, como a construção civil, a realidade para micro e pequenas empresas é bem diferente. A dificuldade de contratação e a redução da massa salarial total contribuem para a diminuição do poder de compra da população, agravando a situação de pobreza e fome.
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A Necessidade de Mudanças Estruturais
A solução para essa crise complexa requer mudanças estruturais profundas. A ausência de uma política social efetiva e a falta de aprovação de reformas essenciais, como a tributária e a administrativa, demonstram a ineficiência da gestão pública. A demora na aprovação do orçamento para 2021 e o envio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, mesmo sem o orçamento de 2021 finalizado, demonstram a gravidade da situação e a urgência de ações efetivas para amenizar o sofrimento da população brasileira.