Durante o momento mais complicado da Covid-19, muitos trabalhadores saíram do escritório para o home office e não retornaram
O mercado de salas comerciais enfrenta uma nova realidade após a pandemia de Covid-19. Com muitos profissionais optando pelo trabalho remoto, mesmo após o retorno das atividades presenciais, um grande número de espaços comerciais permanece vago.
Home office: a nova tendência
A experiência de Gustavo Mazej, fotógrafo que montou seu escritório em casa desde o início da pandemia, ilustra essa mudança. A decisão de deixar o espaço comercial anterior visava cortar custos em um período de incerteza. Seu caso reflete a realidade de muitos que priorizam o trabalho remoto, desfrutando de maior flexibilidade e proximidade familiar.
Mercado imobiliário em recuperação
Apesar da alta taxa de vacância, o mercado de aluguel de salas comerciais apresenta sinais de recuperação. Pesquisas apontam que, nos últimos meses, o aumento no preço dos aluguéis de salas comerciais foi inferior ao dos imóveis residenciais. Em julho, o reajuste foi de apenas 0,28%, enquanto em junho foi de 0,66%. Marcus Antônio Mello, diretor conselheiro do Creci de Ribeirão Preto, afirma que o setor, fortemente impactado pela pandemia, está em processo de retomada gradual. A procura por imóveis comerciais tem aumentado, e o mercado oferece diversas opções.
Adaptação e futuro do trabalho
O modelo híbrido de trabalho, que combina dias presenciais e remotos, tem se mostrado uma solução eficaz para muitas empresas. Essa adaptação contribui para a recuperação do mercado de imóveis comerciais, embora a ocupação total ainda não tenha sido alcançada. Para famílias como a de Gustavo, a possibilidade de conciliar trabalho e vida pessoal, com maior proximidade familiar e melhor qualidade de vida, torna o retorno integral ao escritório uma perspectiva pouco provável.



