Psicóloga Danielle Zeoti ajuda a identificar e aconselha a procura de um profissional; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’
A psicóloga Danis Zeotti conversou com a CBN sobre o transtorno depressivo maior e a depressão atípica, dois transtornos mentais que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A pandemia impactou significativamente a prevalência desses transtornos, com um aumento significativo de casos.
Transtorno Depressivo Maior vs. Depressão Atípica
O transtorno depressivo maior é a forma mais conhecida de depressão, caracterizada por tristeza profunda, desânimo e pessimismo. A depressão atípica, por sua vez, é um subtipo do transtorno depressivo maior, também conhecida como “depressão sorridente”. Sua principal característica é a presença de sintomas atípicos, como períodos de felicidade intercalados com ideação suicida.
Sintomas da Depressão Atípica
Ao contrário da depressão clássica, a depressão atípica não se manifesta com tristeza constante. Os sintomas podem incluir irritabilidade excessiva, aumento do apetite com ganho de peso, hipersonia (sono excessivo), sensação de peso nos membros e maior sensibilidade a críticas. A pessoa pode apresentar momentos de alegria e lazer, mas ainda assim experimentar pensamentos suicidas. Essa característica torna o diagnóstico mais difícil, pois a pessoa pode não se reconhecer como deprimida.
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Diagnóstico e Tratamento
A depressão atípica é um transtorno sorrateiro, que pode passar despercebido tanto pela pessoa afetada quanto por seus familiares e amigos. A irritabilidade e a agressividade, porém, são sintomas importantes que merecem atenção. O diagnóstico é feito por um profissional de saúde mental (psiquiatra ou psicólogo), que poderá indicar o tratamento adequado. O prognóstico é geralmente positivo, com boa resposta a antidepressivos (prescritos por médico) e psicoterapia. Se você se identifica com os sintomas descritos, procure ajuda imediatamente. O alívio está mais próximo do que você imagina.